por Papa Léguas » quarta nov 30, 2011 1:49 pm
Saúde para todos.
Desprezando todas as considerações supérfluas e afirmando que são a estupidez e a “chico espertisse” dos poucos factores que me incomodam e, sobremaneira, me irritam, digo:
1 – É, essencialmente, através da palavra que comunicamos e as referências que fazemos têm que ter significados semelhantes, sob pena de estarmos a comunicar com códigos diferentes.
2 – A afirmação feita pelo Companheiro Autocaravanista Henrique Fernandes de que o CGA nunca estaria no mesmo barco onde estivessem personalidades como Manuel Dias ou entidades como a AECAMP foi feita assertivamente e, foi ainda mais longe ao dizer que “Se o CGA não for solicitado a essa “agregação funcional” inter-pares assumirá que se considera desnecessário o seu envolvimento e participação “grupal” nesses processos (…)”,logo:
a) Ou o Companheiro Autocaravanista Henrique Fernandes tinha poder institucional para produzir uma afirmação (o CGA assumirá, disse) como a que fez ou sobrevalorizou a sua capacidade de intervenção;
b) O CGA é representado pelos seus órgãos estatutários ou por entidades (como a FPA) em que se integre, pelo que, no pressuposto de a FPA querer estar no mesmo barco que Manuel Dias ou a AECAMP, o faz com a anuência do CGA, mesmo que por omissão;
c) Considerando as várias intervenções feitas pelo Companheiro Autocaravanista Henrique Fernandes sobre Manuel Dias e/ou a AECAMP, conjugadas com a recusa peremptória a que o CGA não estaria no mesmo barco, que são públicas, é por demais evidente que esta questão é (ou foi) muito importante para este nosso Companheiro Autocaravanista;
d) É indiferente que a Direcção do CGA avalize ou não que o CGA entre no mesmo barco de Manuel Dias e/ou da AECAMP, na medida em que não é isso que está em causa, pois, como é visível, o que está em causa foram as palavras do Companheiro Autocaravanista Henrique Fernandes afirmando que o CGA não estaria no mesmo barco que Manuel Dias e/ou a AECAMP;
e) Tudo o resto são prolixas explicações sobre questões acessórias que nos não devem desviar do cerne da afirmação que este Companheiro Autocaravanista escreveu e que volto a transcrever:
“Direi ainda que se o CGA for contactado para participar num processo mais COORDENADO e ALARGADO de intervenção (com mais clubes, entidades, movimentos, etc.) junto das entidades públicas, relativo à legislação para sinalética ou para outras áreas de interesse dos autocaravanistas, dará o seu modesto contributo, com o maior empenho. Mas nunca o fará se no mesmo barco estiverem personalidades como o Sr. Manuel Dias ou entidades como a AECAMP, que nada têm a ver com o autocaravanismo itinerante! Se o CGA não for solicitado a essa “agregação funcional” inter-pares assumirá que se considera desnecessário o seu envolvimento e participação “grupal” nesses processos, (…)”
3 – A afirmação do Companheiro Autocaravanista Henrique Fernandes de que “O provérbio do preso por ter cão e por não ter aplica-se, normalmente, às pessoas de bem”, quando estamos a abordar o conteúdo de uma entrevista com o Presidente da FICC, é grave, por muito que agora se procure esvaziar de conteúdo o que se disse e encontrar explicações que atenuem essa gravidade, pois que:
a) O provérbio referia-se ao facto de se o Presidente da FICC nada fizesse (sobre a questão do Autocaravanismo) era acusado de nada fazer e se fizesse era acusado de só o fazer porque não tinha outra alternativa;
b) Ao afirmar-se, neste contexto, que este provérbio se não aplica ao Presidente da FICC porque só se aplica às pessoas de bem, está-se, obviamente, a considerar que o Presidente da FICC não é uma pessoa de bem;
c) Mas, querer, posteriormente, que a expressão “pessoas de bem” se reporte à actuação que se exerce nos cargos e não à pessoa no seu todo…
Perante o que exponho no que se refere a afirmações que, posteriormente, se pretendem relativizar, não existem condições sérias para prosseguir, muito menos com objectivos tendentes a criar pontes num caminho rumo à unidade possível, com qualquer tipo de intervenção.
Os que vêm a terreiro evocando, abstractamente, a unidade do Movimento Autocaravanista de Portugal, encontram aqui o espelho, não só das contradições, como do sectarismo clubista e do protagonismo exacerbado, sem uma postura “de estado”, responsavelmente pensando no futuro.
Assim, infelizmente para o benefício dos autocaravanistas, este tópico está esgotado.
Saudações Autocaravanistas