ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DA F.I.C.C.

Zona para discussão de ideias, esclarecimento de dúvidas e apresentação de propostas sobre o autocaravanismo.

Re: ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DA F.I.C.C.

Mensagempor forum_admin » terça nov 29, 2011 12:02 pm

Bom dia,

Solicitamos a todos os intervenientes que se foquem na troca de argumentos e esclarecimento das suas ideias, evitando lançar farpas e provocações aos restantes intervenientes.

Obrigado pela compreensão
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Re: ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DA F.I.C.C.

Mensagempor Henrique Fernandes » terça nov 29, 2011 12:39 pm

Bom, parece que vamos ter de montar aqui uma capoeira, só para reproduzir os "piu, piu" em crescendo, ou acabar com eles, para tanta pintainhada não cheirar mal...
Para mim, pessoa "de bem" é aquela que faz por isso. Não se nasce naturalmente pessoa "de bem", por herança nobiliária, nem se atinge tal nirvana à custa de milagrosas conversões por convir!
No que concerne à defesa dos interesses dos autocaravanistas itinerantes (que não pretendam recorrer aos parques de campismo) o senhor presidente da F.I.C.C. não é para mim, por enquanto e na ausência de provas dadas, uma pessoa "de bem". Falo naturalmente do cargo que exerce, não da pessoa humana. Onde está uma razão EFECTIVA para eu pensar de outra maneira? Até lá, neste contexto, para aquilo que me importa, limita-se a ser, para mim, simplesmente coisa nenhuma.
Poderá, acredito até, ser uma pessoa "de bem" para os autocaravanistas itinerantes que desejem recorrer a parques de campismo durante a sua itinerância, defendendo bem os seus interesses, o que é outra coisa, e que respeito. Esses autocaravanistas que se revêm na F.I.C.C., e julgo que são muitos, podem, num direito que é seu, dar credibilidade às palavras (não há, até agora, mais nada do que palavras...) do senhor presidente da F.I.C.C. Eu não atribuo, até prova em contrário, pelas razões que aduzi, credibilidade ou esperança a este tipo de entrevistas.
Relativamente a "essa gente do campismo e do caravanismo", é mesmo muito depreciativa e negativa a opinião que tenho deles e gostaria que sobre isso também não restassem quaisquer dúvidas. Não me refiro aos campistas e aos caravanistas, entenda-se, que eu também pratico campismo e pratiquei caravanismo até 2005! Refiro-me aos dirigentes desse universo...
É gente por quem, COM HONROSAS EXCEPÇÕES, tenho uma grande desconfiança e até, num ou noutro caso mais particular, um asco profundo.
Relativamente aos "procedimentos absolutamente desproporcionados" de certos autocaravanistas, dos quais alguns se calhar até estão representados na F.I.C.C. (!) volto a repetir que, para mim, não passam de casos de polícia sujeitos à fiscalização e aplicação da lei. Não devem servir de arma argumentativa, porque apenas desfocam as questões de fundo.
Relativamente ao diálogo com os "autocaravanistas puros" tenho a dizer o seguinte: ele só será possível sem pré-condições. E só será frutuoso se ocorrer entre as pessoas e instituições que, sendo "puras" ou "impuras", sejam ainda assim bem intencionadas.
Dou apenas um exemplo: com o companheiro Papa Léguas conseguiria, julgo, entender-me, passem as nossas naturais e legítimas diferenças de opinião, nem que fosse para estabelecer racionalmente os pontos de divergência. Com o Sr. Manuel Dias, mais uma vez só para exemplo, e conforme consta de relato vertido em tempos noutro tópico, garanto-lhe que isso seria totalmente impossível.
Dir-me-á porventura que o diálogo, mesmo entre os melhor intencionados, é, nesta condições, muito difícil. Se calhar tem razão. Mas como diria De Gaulle, é exactamente a dificuldade que atrai os homens de carácter...
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Re: ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DA F.I.C.C.

Mensagempor danibeja » terça nov 29, 2011 2:04 pm

Boa tarde,

Com a minha intelectualidade ( :) ) , só posso concordar na totalidade com o companheiro Henrique Fernandes.

Grande abraço,

Danibeja
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( Sigmund Freud )

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Re: ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DA F.I.C.C.

Mensagempor Papa Léguas » terça nov 29, 2011 7:51 pm

Saúde para todos

Ainda bem que os “pius” acabaram por iniciativa de quem com eles começou.

Ainda bem, também, que nos é dado a conhecer a interpretação que faz do que é uma “pessoa de bem”, pois que para o cidadão comum (como eu sou) só existe um conceito de “pessoa de bem” e, esse conceito, não passa pelo cargo que se exerce, mas pela pessoa em si mesma.

Ainda bem, ainda, por definir que afinal “essa gente do campismo e caravanismo” não são os campistas e caravanistas, mas os dirigentes do campismo e caravanismo que, na sua quase totalidade são eleitos pelos campistas e caravanistas. Sobre eles, salvo honrosas excepções (que devem ser poucas porque são excepções) tem uma grande desconfiança e até, num ou noutro caso particular um asco profundo.

Relativamente a Manuel Dias, Presidente da AECAMP constato que mantém a coerência de posições que também neste Fórum emitiu e em que entre outras coisas afirmou:

Direi ainda que se o CGA for contactado para participar num processo mais COORDENADO e ALARGADO de intervenção (com mais clubes, entidades, movimentos, etc.) junto das entidades públicas, relativo à legislação para sinalética ou para outras áreas de interesse dos autocaravanistas, dará o seu modesto contributo, com o maior empenho. Mas nunca o fará se no mesmo barco estiverem personalidades como o Sr. Manuel Dias ou entidades como a AECAMP, que nada têm a ver com o autocaravanismo itinerante! Se o CGA não for solicitado a essa “agregação funcional” inter-pares assumirá que se considera desnecessário o seu envolvimento e participação “grupal” nesses processos, (…)

Ver em:
viewtopic.php?p=30746#p30746

Permita-me, contudo que dê a conhecer um trecho transcrito do Blogue “ONGA - Observatório Não Governamental para o Autocaravanismo” sobre uma reunião do ONGA de 21 de Novembro passado:

2- Tendo sido suscitado pelo secretário geral do ONGA, Prof Dr. Luis Nandin de Carvalho, a questão de um contacto recebido da FPA Federação Portuguesa de Autocaravanismo (…)

Sabendo-se que o Companheiro Autocaravanista Henrique Fernandes é (?) Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPA e membro do CGA, seria interessante poder-se perspectivar se não poderá haver contradição entre a afirmação “Direi ainda que se o CGA for contactado para participar num processo mais COORDENADO e ALARGADO de intervenção (…) nunca o fará se no mesmo barco estiverem personalidades como o Sr. Manuel Dias ou entidades como a AECAMP (…)” perante a questão de um contacto feito pela FPA junto do ONGA, conforme é dito no Blogue do ONGA.
(sublinhados meus)

Ver em:
http://ongai-observatorio.blogspot.com/ ... ao-do.html

Para terminar e no que se refere à afirmação seguinte:

Relativamente ao diálogo com os "autocaravanistas puros" tenho a dizer o seguinte: ele só será possível sem pré-condições. E só será frutuoso se ocorrer entre as pessoas e instituições que, sendo "puras" ou "impuras", sejam ainda assim bem intencionadas.”

A resposta objectiva a esta questão encontra-se num trecho do Plano de Acção do CPA para 2012, aprovado em Assembleia Geral, que transcrevo:

Plataforma de Unidade

A disponibilidade para, como já foi proposto por duas vezes em 2011, ser promovida uma Reunião Magna de todos os Clubes essencialmente vocacionados para o autocaravanismo, sem Ordem de Trabalhos, de que não resultará qualquer deliberação que não seja aprovada por unanimidade.”


A unidade não se constrói de forma abstracta, mas em torno de princípios e questões concretas.

É por isso que A UNIDADE TAMBÉM PASSA POR AQUI.

Saudações Autocaravanistas
Parar. Parar não paro.
Se a coerência custa caro,
Eu pago o preço.

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Re: ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DA F.I.C.C.

Mensagempor Henrique Fernandes » terça nov 29, 2011 10:41 pm

Caro Papa Léguas:
Não é difícil suspeitar que ficou incomodado com os “pius”, o que, confesso-lhe com alguma timidez e vergonha pessoal, até me agradou particularmente. Então perceba também, já agora, que os “pius” só acabaram por iniciativa da MODERAÇÃO, e não minha…
Para prelúdio, a interpretação do que é afinal uma pessoa “de bem” há-de ser tão subjectiva como aquela aplicável à beleza, à felicidade, ou a mais umas quantas facetas imateriais da existência humana. Para o companheiro só existirá um conceito, para mim existem mais. Para o companheiro bastará talvez o senso comum, para mim é preciso reflectir. Ou serei eu, por acaso, apenas mais maleável e tolerante na análise destes assuntos do que a média geral?…
Para mim, a forma como a pessoa exerce um cargo tem tudo a ver com o conceito de pessoa “de bem”, para o companheiro nem por isso. Isso faz-me lembrar, vá-se lá saber porquê, que há por aí muito político vigarista que, no íntimo das suas relações pessoais e familiares, até não deixa de poder ser considerado, pelo comum dos mortais, uma pessoa “de bem” e, pasme-se, até um bom pai de família...
Regressando ao autocaravanismo, entrevistas da F.I.C.C., e coisas que tais, que é aquilo que releva, mantenho tudo o que disse sobre “certa gente do campismo e caravanismo”. A eleição, sem dúvida democrática e legítima, de certo tipo de gente, não legitima automaticamente e de forma inquestionável o seu carácter! Nunca se esqueça que o almirante Américo Tomás também ganhou eleições. Até o Hitler conseguiu ser democraticamente eleito nos bons velhos tempos, com os resultados que a história registou…
Relativamente ao resto do seu texto, mantém-se da minha parte tudo aquilo que para trás afirmei, neste tópico ou noutros.
No que concerne às posições do CGA relativamente ao Sr. Manuel Dias e à AECAMP, foram oportunamente chanceladas pela direcção. Fique sabendo que, ainda assim, não me oponho a que a FPA converse com a AECAMP ou, olhe só para a minha grandeza de alma (!), com o próprio Sr. Manuel Dias. De facto, o CGA nunca “impôs” à FPA a sua visão do conflito, nem certamente a FPA se sujeitaria algum dia a tal hipotética imposição de um dos seus sócios, uma vez que as decisões são colegiais e escoradas nos Estatutos. Mas garanto-lhe que nunca verá participar em conversa dessas aqui este seu companheiro ou outros que me estão próximos, pelo menos até o Sr. Manuel Dias negar ou pedir, como em tempos lhe sugeri por escrito, desculpas públicas aos autocaravanistas itinerantes pelos dislates que em tempos lhe foram atribuídos por certa imprensa.
Foi exactamente por saber que um dia poderia ter de me confrontar com essa questão (e com outras), que nunca aceitei desempenhar na FPA mais do que a função que me foi destinada (2º secretário da mesa da assembleia geral). De facto, não é minha pretensão obrigar outros “puros” a pensarem como eu. Com a vantagem de os outros “puros” ficarem com uma liberdade de acção que a minha consciência me interdita, uma vez que não vemos todos o filme com a mesma cor.
Relativamente às suas iniciativas e esforços para projectos de unidade ou discussão dos mesmos, permita-me que lhe reconheça publicamente o mérito que nenhuma má vontade conseguiria retirar-lhes. Mas eu sou apenas um, ou, melhor dito, no imenso universo do autocaravanismo (ou antes, dos autocaravanismos) não sou realmente ninguém.
Se um dia chegarem ao CGA ou à FPA propostas concretas para esse tipo de discussão, apenas poderei fazer os possíveis para contribuir pela positiva, sempre na medida do reduzidíssimo peso que detenho em cada uma das instituições. Sim, porque até ao momento não fui investido de quaisquer poderes de representação (incluindo no CGA, onde sou apenas presidente da mesa da assembleia geral).
Até esse dia potencialmente auspicioso endosso a todos as minhas gardingas saudações
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Re: ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DA F.I.C.C.

Mensagempor danibeja » terça nov 29, 2011 10:44 pm

Boa noite,

No dia, em que, o que pretende acontecer, eu deixo de contribuir para o associativismo Autocaravanista!

Por MINHA vontade nunca irá haver unidade em torno da Declaração de Princípios, a menos que o CPA torne público que permite alterações ao texto, pois foi um único clube que a concebeu, com os seus ideais, e não permitiu qualquer tipo de alteração (benéfica ou não), e mais grave não admitem que com umas pequeninas correcções/alterações ficaria em condições de ser subscrito por todos...

E ainda dizem que querem a união, para isso, é preciso saber dar e receber...

A FPA é uma federação muito jovem, como tal é natural que os seus ideais ainda não estejam vincados, e que cometa alguns erros de percurso, até porque não somos todos iguais.
É interessante verificar que o Companheiro Henrique Fernandes refere-se ao Clube Gardingo de Autocaravanas e o Companheiro Papa Léguas à FPA, apesar de o companheiro Henrique pertencer aos dois (com cargos diferentes) o companheiro Papa Léguas parece estar preocupado com a FPA que rivaliza com as suas FCMP e FICC... :) :)

Pode ter a certeza, que muito em breve, vai ter uma oposição muito forte por parte da FPA ás TÁCTICAS campistas.

Grande abraço,

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Re: ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DA F.I.C.C.

Mensagempor Henrique Fernandes » terça nov 29, 2011 10:55 pm

Ah, a intervenção do Danibeja fez-me lembrar o seguinte:
Reuniões podem ser sempre possíveis, basta todos quererem.
Mas unidade, só depois de ultrapassadas certas barreiras.
E está visto que a forma como está redigida a Declaração de Princípios (o presidente da F.I.C.C. também falou dela?) será uma das barreiras a ultrapassar.
Que ninguém julgue por isso que a minha grandeza de alma é um endosso (pessoal) a tudo o que se queira...
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Re: ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DA F.I.C.C.

Mensagempor Papa Léguas » quarta nov 30, 2011 1:49 pm

Saúde para todos.

Desprezando todas as considerações supérfluas e afirmando que são a estupidez e a “chico espertisse” dos poucos factores que me incomodam e, sobremaneira, me irritam, digo:

1 – É, essencialmente, através da palavra que comunicamos e as referências que fazemos têm que ter significados semelhantes, sob pena de estarmos a comunicar com códigos diferentes.

2 – A afirmação feita pelo Companheiro Autocaravanista Henrique Fernandes de que o CGA nunca estaria no mesmo barco onde estivessem personalidades como Manuel Dias ou entidades como a AECAMP foi feita assertivamente e, foi ainda mais longe ao dizer que “Se o CGA não for solicitado a essa “agregação funcional” inter-pares assumirá que se considera desnecessário o seu envolvimento e participação “grupal” nesses processos (…)”,logo:

a) Ou o Companheiro Autocaravanista Henrique Fernandes tinha poder institucional para produzir uma afirmação (o CGA assumirá, disse) como a que fez ou sobrevalorizou a sua capacidade de intervenção;

b) O CGA é representado pelos seus órgãos estatutários ou por entidades (como a FPA) em que se integre, pelo que, no pressuposto de a FPA querer estar no mesmo barco que Manuel Dias ou a AECAMP, o faz com a anuência do CGA, mesmo que por omissão;

c) Considerando as várias intervenções feitas pelo Companheiro Autocaravanista Henrique Fernandes sobre Manuel Dias e/ou a AECAMP, conjugadas com a recusa peremptória a que o CGA não estaria no mesmo barco, que são públicas, é por demais evidente que esta questão é (ou foi) muito importante para este nosso Companheiro Autocaravanista;

d) É indiferente que a Direcção do CGA avalize ou não que o CGA entre no mesmo barco de Manuel Dias e/ou da AECAMP, na medida em que não é isso que está em causa, pois, como é visível, o que está em causa foram as palavras do Companheiro Autocaravanista Henrique Fernandes afirmando que o CGA não estaria no mesmo barco que Manuel Dias e/ou a AECAMP;

e) Tudo o resto são prolixas explicações sobre questões acessórias que nos não devem desviar do cerne da afirmação que este Companheiro Autocaravanista escreveu e que volto a transcrever:

Direi ainda que se o CGA for contactado para participar num processo mais COORDENADO e ALARGADO de intervenção (com mais clubes, entidades, movimentos, etc.) junto das entidades públicas, relativo à legislação para sinalética ou para outras áreas de interesse dos autocaravanistas, dará o seu modesto contributo, com o maior empenho. Mas nunca o fará se no mesmo barco estiverem personalidades como o Sr. Manuel Dias ou entidades como a AECAMP, que nada têm a ver com o autocaravanismo itinerante! Se o CGA não for solicitado a essa “agregação funcional” inter-pares assumirá que se considera desnecessário o seu envolvimento e participação “grupal” nesses processos, (…)

3 – A afirmação do Companheiro Autocaravanista Henrique Fernandes de que “O provérbio do preso por ter cão e por não ter aplica-se, normalmente, às pessoas de bem”, quando estamos a abordar o conteúdo de uma entrevista com o Presidente da FICC, é grave, por muito que agora se procure esvaziar de conteúdo o que se disse e encontrar explicações que atenuem essa gravidade, pois que:

a) O provérbio referia-se ao facto de se o Presidente da FICC nada fizesse (sobre a questão do Autocaravanismo) era acusado de nada fazer e se fizesse era acusado de só o fazer porque não tinha outra alternativa;

b) Ao afirmar-se, neste contexto, que este provérbio se não aplica ao Presidente da FICC porque só se aplica às pessoas de bem, está-se, obviamente, a considerar que o Presidente da FICC não é uma pessoa de bem;

c) Mas, querer, posteriormente, que a expressão “pessoas de bem” se reporte à actuação que se exerce nos cargos e não à pessoa no seu todo…

Perante o que exponho no que se refere a afirmações que, posteriormente, se pretendem relativizar, não existem condições sérias para prosseguir, muito menos com objectivos tendentes a criar pontes num caminho rumo à unidade possível, com qualquer tipo de intervenção.

Os que vêm a terreiro evocando, abstractamente, a unidade do Movimento Autocaravanista de Portugal, encontram aqui o espelho, não só das contradições, como do sectarismo clubista e do protagonismo exacerbado, sem uma postura “de estado”, responsavelmente pensando no futuro.

Assim, infelizmente para o benefício dos autocaravanistas, este tópico está esgotado.

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Re: ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DA F.I.C.C.

Mensagempor Henrique Fernandes » quarta nov 30, 2011 2:40 pm

Caro companheiro Papa Léguas:
Para início de breve conversa e refocagem naquilo que verdadeiramente interessa (a entrevista da F.I.C.C.), não estão em causa as MINHAS afirmações, nem as posições do CGA, e muito menos as da FPA (que à data nem sequer existia!...), mas, pelo meio e apenas essas, as afirmações publicamente atribuídas em tempos a um tal de Sr. Manuel Dias em relação à "obrigatoriedade" legal de as ACs recolherem durante a noite aos parques de campismo, e nunca por ele desmentidas...
Em segundo lugar, a quem tombe agora nesta conversa, vai parecer que o companheiro surge aqui como advogado de defesa do Sr. Manuel Dias (ou da AECAMP...), o que, apesar de me ser totalmente indiferente, não me parece coisa boa, nem para si, nem para ele, nem para o movimento autocaravanista em geral, salvo melhor opinião.
Em terceiro lugar, não fui eu quem propôz publicamente a Unidade. Foi o companheiro, na minha humilde opinião com um mérito que ninguém deve desprezar e que eu pessoalmente subscrevo. Se eu puder ajudar, tricas destas à parte, ajudo. Se não puder, ou se não me quiserem, paciência.
Em quarto lugar, mantenho tudo o que disse da F.I.C.C., da entrevista do seu presidente, do conceito de pessoa "de bem", e de tudo o mais que confessadamente o irrita.
Por último garanto-lhe que apesar de ter Sacramento no nome (pelo lado da mãe), só fiz um milagre na vida: foi no dia em que dei à minha sogra um genro como eu!
Ela aceitou-me como sou, embora eu por vezes suspeite que o fez apenas por não ter tido alternativa. Se outros forem capazes de fazer o mesmo que ela, talvez tenhamos um casamento pela frente. Se não...
Ah, quando falei de "inter-pares", referia-me naturalmente a si, a mim, e a muitos outros como nós. Nunca à AECAMP ou a Manuéis Dias e quejandos, que esses não têm, nem nunca terão, perdôe-me um dia Deus se me engano, qualquer paridade com o ideal autocaravanista.
Compreendeu?
Aproveito para sugerir à moderação, caso ache que o tópico está a derivar da originária entrevista da F.I.C.C. para a muito mais importante questão da "unidade autocaravanista", ou para a menos que pouco importante questão da AECAMP e do Sr. Manuel Dias, ou para outras áreas, que inaugure, querendo, tópicos adequados.
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Re: ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DA F.I.C.C.

Mensagempor Papa Léguas » quarta nov 30, 2011 9:31 pm

Saúde para todos.


Caro Companheiro Autocaravanista Henrique Fernandes,

Era minha intenção não voltar a este tópico, contudo faço-o por duas razões:

- Porque a sua afirmação seguinte “ (…) não fui eu quem propôz publicamente a Unidade. Foi o companheiro, na minha humilde opinião com um mérito que ninguém deve desprezar e que eu pessoalmente subscrevo. Se eu puder ajudar, tricas destas à parte, ajudo. Se não puder, ou se não me quiserem, paciência. “ vai ser por mim muito fortemente recordada e evocada e “cobrada” no próximo ano.

- E também porque a sua afirmação “Por último garanto-lhe que apesar de ter Sacramento no nome (pelo lado da mãe), só fiz um milagre na vida: foi no dia em que dei à minha sogra um genro como eu!” me fez rir com gosto. Estou mesmo a falar muito a sério! Não há nada escondido na manga. O seu humor foi (é) muito importante para desanuviar o ambiente.

Encontrar-nos-emos noutro tópico, porque, como já disse, este está esgotado.

Um Abraço


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