Autocampismo

Zona para discussão de ideias, esclarecimento de dúvidas e apresentação de propostas sobre o autocaravanismo.

Autocampismo

Mensagempor joaof » quinta mar 31, 2011 6:36 pm

Caros companheiros,

Na sequência dos últimos tópicos sobre sinalética, legislação, parques de autocaravanas e afins, que acompanhei com interesse, venho aqui colocar à reflexão de todos os companheiros o conceito de Autocampismo.

Eu sou autocaravanista à apenas 6 meses… nunca fui campista… e também não sou autocampista.

Mas o que é ser autocampista?

Todos nós neste fórum condenamos a prática de Autocampismo, mas eu ainda não encontrei uma definição clara deste termo, e também não encontrei essa definição em nenhum dicionário. E para podermos condenar, temos de definir claramente o conceito.

Mas sendo esta palavra formada pela conjugação de duas outras (auto + campismo) julgo que uma boa definição poderá ser:

Autocampismo é quando um automobilista (independentemente do tipo de veiculo) pratica campismo no espaço público.

E o que será praticar campismo no espaço público?

“Campismo - Actividade de lazer, turística ou desportiva, que consiste em acampar ao ar livre, em recintos próprios (parques de campismo) ou livremente em locais naturais (campismo selvagem)” (http://www.infopedia.pt/pesquisa-global/Campismo)

Há quem defenda que a simples abertura duma janela da autocaravana pode configurar a prática de campismo, o que eu discordo em absoluto.

Também há companheiros que defendem que a colocação de qualquer objecto fora da autocaravana é considerado Autocampismo.

E ainda há companheiros que defendem que se nos afastarmos da autocaravana podemos estar a fazer um pic-nic, e não Autocampismo.

Eu sou de opinião que a resposta depende de 3 factores: local onde estamos, tipo de objecto, e período de tempo em que o objecto permanece fora da autocaravana.

Exemplo 1: Se eu estiver numa planície alentejana, completamente sozinho, e se me sentar numa cadeira debaixo dum chaparro a ler um livro, mesmo ao lado da autocaravana, durante 30 minutos ou 1 hora, estou a fazer Autocampismo? Eu digo que não.

Exemplo 2: Se estiver num parque de estacionamento, e colocar uma mesa e cadeiras no exterior, ao lado da autocaravana, para ir almoçar, estou a fazer Autocampismo? Eu digo que sim.

A dificuldade deste tema está portanto em estabelecer claramente a fronteira entre aquilo que pode ou não ser considerado como Autocampismo.

Poderemos dizer que essa fronteira deve ser definida individualmente, em função do bom senso, civismo e regras de boa conduta. O que sendo verdade pode ser insuficiente e bastante subjectivo.

Portanto, penso que seria bastante vantajoso para o autocaravanismo que se estabelecesse um critério objectivo que delimitasse essa fronteira. Será possível?

Uma solução será enumerar um conjunto de situações que são consideradas Autocampismo, mas que terá o inconveniente de ser uma lista bastante exaustiva, e eventualmente sempre incompleta.

E será possível estabelecer um critério objectivo em função dos 3 factores que enumerei (local onde estamos, tipo de objecto, e período de tempo em que o objecto permanece fora da autocaravana)? Ou então em função de outros critérios?

Deixo o assunto à reflexão e opinião de todos nós (membros do fórum, clubes, projectos, movimentos, organismos, etc.).

Cumprimentos,
João Farrim

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Mensagempor RuckFules » quinta mar 31, 2011 7:48 pm

Boa tarde companheiros
boa tarde joaof

Eu também sou autocaravanista há menos de um ano. Portanto a minha opinião vale o que vale.
Antes de me iniciar no autocaravanismo, passei muito tempo a ler fóruns (este e outros), nacionais e internacionais.
Fiz questão de aprender o que podia e não podia fazer. Que atitudes minhas poderiam trazer má imagem, entre outros assuntos (técnicos incluídos).

Acima de toda e qualquer regra deveria imperar o bom senso. Por este ser escasso entre a espécie humana, é que existe a necessidade de se criarem regras. Mas indo por alguns exemplos que mencionou e bem.

Abrir uma janela:
Aqui eu acrescentaria "abrir uma janela para o exterior" para pormenorizar a questão. Se a janela for de correr, pouco comum nas autocaravanas, não tem qualquer problema. A questão é que a maioria das janelas abrem para o exterior. Sendo assim, está a ocupar um espaço para além do veículo, mas mais grave ainda, é que as janelas ficam mais ou menos à altura da cabeça de um comum ser humano. Agora imagine alguém distraído passar junto de uma autocaravana com uma janela completamente aberta e bater lá com a cara.
Usando o bom senso, se estiver muito calor eu costumo abrir ligeiramente a janela da retaguarda que abre para cima do suporte das bicicletas. Esta não vai além do comprimento máximo da viatura, nem existe o perigo de alguém lá bater.

Uma cadeira debaixo do chaparro. À parte que me toca, mais uma vez impera o bom senso. Se estou num local onde não existe rigorosamente mais ninguém, e se me apetecer sentar-me debaixo de um chaparro à sombra, não incomodando ninguém, nem impedindo a livre circulação de pessoas ou veículos, também era bem capaz de o fazer (não existiria grande diferença se me sentasse no chão debaixo do mesmo chaparro). O grande problema da falta do bom senso, é que muitas pessoas o fazem em locais de estacionamento, ocupando espaço que daria para estacionar outra viatura, em locais de passagem, etc. Agora imagine se estiverem 30 ou 40 autocaravanas como chegam a estar em alguns locais, se toda a gente se lembrasse de se sentar em cadeiras no exterior.

Outros exemplos poderia dar. Que outros companheiros se manifestem.

A minha fronteira é limitada pelo bom senso. E tenho a consciência tranquila que o meu bom senso não afecta terceiros.

Cumprimentos
Carlos Marinho e Alice Nunes
De regresso ao autocaravanismo!!
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Mensagempor alexandrechora » quinta mar 31, 2011 8:25 pm

Boas a todos

Amigos João e Carlos, identifico-me integralmente não só com a forma, mas especialmente com o conteudo das vossas afirmações, a minha conduta enquanto autocaravanista responsável encontra-se algures no meio das vossas opiniões, sendo que por vezes oscila entre os limites aqui subentendidos dos dois.

Os critérios afirmados pelos João efectivamente podem fazer toda a diferença... e tal como o Carlos afirma o bom senso poderá ser o unico valor efectivo que poderá fazer toda a diferença de um autocaravanista itinerante responsavel e dinamizador das boas práticas.

Em suma gostei bastante da intervenção do João, espero que agora que começou a postar, assim continue, consegui dar um novo rumo, uma nova abordagem a este tema que acredito que seja dos mais sensiveis que poderemos tratar, e que mais poderá ditar a nossa indepêndencia enquanto autocaravanistas itinerantes.

Um abraço para os dois e cumprimentos para todos.

Alexandre
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Mensagempor VítorEsteves » quinta mar 31, 2011 10:19 pm

Aos companheiros que me antecederam neste post, também direi que concordo que o bom senso deverá ser um dos fatores mais importantes que devem condicionar a conduta de um Autocaravanista.

No entanto, penso que o problema poderá estar no processo que cada um de nós teve na formação do seu conceito de bom senso. É aqui que entra um fator que, podendo parecer um pormenor, acaba por ser um "pormaior": a educação/formação.

De um indivíduo, que ao longo dos anos, construiu a sua personalidade tendo por base a norma " primeiro eu, depois eu e no fim ... eu", não se pode esperar qualquer atitude de altruísmo e respeito pelo bem estar dos outros, do património ou da natureza.

Esse indivíduo, quando encontrar 20 ou 30 autocaravanistas de toldes abertos e churrasqueiras acessas, achará ser bom senso não ficar atrás e ligará o gerador para fazer uma party noturna com os decibeis dos altifalantes no máximo.

É essa a sua educação/formação. Não se pode pedir a quem não é capaz de dar.

Penso que este é um problema da sociedade e que não se manifesta só no autocaravanismo. Os maus exemplos que se apontam aos autocaravanistas são similares aos que se verificam nos automobilistas que estacionam em 2.ª fila, nos "chicos espertos" que querem passar à frente na fila da repartição das finanças, nos que querem entrar com o carro dentro do café, etc, etc, etc.

E não são só praticados pelos portugueses!!!

Entendo que o bom senso é fundamental, desde que tenha por base a consciência de que cada um de nós não é uma ilha. Antes pelo contrário, vivemos em sociedade e, por isso, temos o dever de respeitar os direitos dos outros.
Só assim ficaremos com o sentimento de "consciência tranquila" pelos atos que praticamos.

Caso contrário, as coimas devem ser aplicadas.
Blog: http://autocaroladas.blogspot.com/

Surja oportunidade e... a Duquesa II rola...
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Mensagempor danibeja » quinta mar 31, 2011 10:44 pm

Boa noite,

Em 02/2009 quando me iniciei no Autocaravanismo a minha forma de ver a actividade Autocaravanista, era muito semelhante à do companheiro JoãoF, mas com o decorrer dos tempos, vão se aprofundando os conceitos e problemas da sociedade Autocaravanista...

Concordo plenamente quando se fala de bom senso, mas atenção...

Em termos profissionais, EU por enumeras vezes, sou interpelado a utilizar o bom senso, ora aqui uma posição muito falsa acerca do bom senso, pois se deveria haver bom senso é de quem infringe, e não de quem autua (se bem que cada caso é um caso), quem está mal é o prevaricador, e por vezes até parece que é o agente o "infractor".

No dia 23-02-2011 recebi um email de um companheiro e amigo daqui do fórum, com o titulo "faleceu um amigo nosso" (bom senso) do qual vou transcrever aqui três diapositivos do PowerPoint:

3º (do PowerPoint)
"Mas lembramo-nos muito bem dele (bom senso), principalmente pelas lições de vida como:
<<O Mundo pertence aqueles que se levantam cedo>>
<<Não podemos esperar tudo dos outros>>
ou ainda:
<<O que me aconteceu pode ser em parte também por minha culpa>>

11º(do PowerPoint)
Então o Bom Senso deixa o seu lugar para três falsos irmãos:
<<Eu conheço os meus direitos e também os adquiridos>>
<<A culpa não é minha>>
<<Sou uma vitima da Sociedade>>

14º( e é o ultimo do PowerPoint)...
<<Senão, não faça nada... Deixe tudo como está!!!>>

Numa sociedade, como a que vemos evoluir, eu não consigo encontrar espaço para o bom senso, simplesmente porque se abusa do mesmo, logo como solução, resta legislar e incutir regras, em virtude de o Bom Senso e o Senso Comum já não serem capazes de regular o bom funcionamento da Sociedade (autocaravanista neste caso)...

Grande abraço,

Danibeja
"Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons."
( Sigmund Freud )

"O Autocaravanismo é uma forma de Automobilismo."
Daniel Beja

Membro do Clube Autocaravanista Itinerante

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Mensagempor Mcas » quinta mar 31, 2011 10:50 pm

Vivam!

Também não sou muito mais "velho" que os comp. que me precederam.
As questões colocadas são interessantes, boas para "conversa de café", animada e participada. Boa ideia.
Sem ofensa, sarcasmo ou ironia, diria que também revelam um pouco do "ser português". Eu explico: para um anglo-saxão ou um eslavo, as "regras de ouro" do autocaravanismo são isso mesmo, para cumprir, orientadoras e não se discutem. Para um mediterrânico, regras é qualquer coisa que não lhe cai bem. E aí, bem, primeiro é preciso "pensar" sobre elas, depois arranjar muitos exemplos (para baralhar) e colocar muitos "e se..." (o que baralha ainda mais) e, finalmente, quando tudo e todos estão cheios de dúvidas, torcê-las para que elas se enquadrem nas suas ideias e sirvam a sua opinião. Lamento, mas tenho a convicção infeliz que é assim na política, na legislação, no associativismo e tantas outras coisas.
Não foi essa obviamente a intenção do comp. João Farrim, que oportunamente deu continuidade a outras ideias aqui levantadas.
Resta claramente a ideia do bom-senso, das "Regras de Ouro" ou do "RESPEITO". E o mais é viver feliz...
Se bem me lembro, na Noruega, num camping onde não havia marcações, abri as janelas laterias. Tudo bem, era permitido, mas apareceu logo uma menina que colocou umas fitas adesivas vermelhas, pendentes, para assinalar o obstáculo. Outras tinham um saco plástico pendurado nos fechos.'Tão a ver???
O que não quer dizer que os de lá do norte (da França para cima) sejam "umas almas santas". Já lhes vi, cá em Pt, comportamentos bem reprováveis. Talvez se adaptem facilmente e sigam o rifão "na terra onde estiveres faz como vires fazer".
PS. Estou sem ideias para este fdsemana. Alguém me dá uma sugestão?
"Não importa onde te leva a viagem mas sim o que ela faz de ti." Gonçalo Cadilhe
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bom senso

Mensagempor ahlagos » quinta mar 31, 2011 11:39 pm

joaof,
Não posso estar mais de acordo consigo: cada caso é um caso e é fundamental o bom senso!
Só que..... com o argumento da "liberdade em democracia", alguns querem puder fazer o que o umbigo deseja!
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Mensagempor alexandrechora » quinta mar 31, 2011 11:44 pm

Boas Companheiros

Para tudo na vida é preciso bom senso, na vida familiar, na vida profissional, na vida social e como não é excepção á regra no autocaravanismo é preciso bom senso.
A minha definição de bom senso é de concerteza em parte também a vossa, respeitar para ser respeitado, utilizar a minha liberdade sem interferir na liberdade dos outros, ser ético dentro de um contexto real, não querer para mim o que não quero para os outros, analisar as situações invertendo papeis comportamentais.... e por aí adiante....

A nova sinalética, uma legislação especifica, na minha opinião custe o que custar, os companheiros já a conhecem, em Portugal vai ser aplicada em uso e abuso, ou seja em privação e perda de liberdade dos autocaravanistas.... espero que esteja enganado, preferia que daqui a algum tempo, alguém me interpola-se e afirma-se inequvocamente que o Alexandre Chora estava enganado em relação a este assunto.... "fomos mais beneficiados que prejudicados"...

Como o companheiro Mcas afirma e muito bem, o Português cria muitos condicionalismos de concepção e muitos mais na execução, é tipico... mas porquê alguém sabe, qual o verdadeiro motivo desta conducta?


MCas como sugestão, não só de fim de semana, mas também com uns dias durante a semana... porque não uma surftrip pela Costa Vicentina....
Apartir da proxima 3ºfeira até Sábado.... uma fugida individual com um grupo de amigos, ambiente restrito a homens, as esposas... ficam a trabalhar...ehehehhe,.... MCas porque não... serás bem vindo.

Cumps

Alexandre
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Evolução do autocampismo para o autocaravanismo itinerante

Mensagempor Manuel Coutinho » sexta abr 01, 2011 1:25 am

Caros companheiros,

também sou, a exemplo dos três primeiros companheiros que postaram, autocaravanista recente.

Na verdade que nunca esperei encontrar num fórum informação tão vasta como a disponível neste (e também noutros naturalmente) ou mesmo na net em geral.
Esta introdução para reconhecer que “embarquei” nesta experiência vindo das experiências de escuteiro, campista em parques e mais recentemente de caravanista sem ter abordado previamente com mais profundidade esta actividade turística itinerante.
Na verdade, depois das anteriores experiências não me pareceu mais do que um up-grade daquelas…

Reconheço que já liguei o gerador durante uns minutos para usar o micro-ondas ou o secador de cabelo ou ainda ao fim da tarde para baixar a temperatura com o ar condicionado na célula ou que noutras ocasiões destranquei as janelas e as mantive encostadas (mas por onde se fazia circulação de ar) com o mesmo objectivo.

Talvez ingenuamente, achei que podia por exemplo encostar (não invadir, como já vi uma autocaravana e automóveis) junto a um parque de merendas (como fazia enquanto apenas automobilista que era e sou), usar um dos grelhadores do parque (com os necessários cuidados para com as eventuais matas envolventes), usando as mesas e cadeiras do mesmo parque ou as que levaria na bagageira, dispondo o cesto do farnel, a mala térmica, as bicicletas, quem sabe abrindo um chapéu para nos proteger do sol, talvez mesmo com as portas do automóvel aberto para arejar garantindo naturalmente a não perturbação de quem pudesse estar a usufruir do mesmo espaço, porque não “passar pelas brasas” numa daquelas mantas apropriadas ou mesmo numa cama de rede preguiçosamente acomodada entre duas árvores, ou pelo contrário darmos uns toques numa bola com os miúdos, gozando do clima que tanta inveja origina à maioria dos restantes europeus, e…

…já deu para perceber a ideia. Certo?

Verdadeiramente fundamental; tal como dizem os escuteiros, quando saímos de um local de acampamento só podemos deixar duas coisas: Nada e Agradecimentos ao proprietário.

É claro que depois de tomar contacto com o movimento (nomeada e grandemente por via deste fórum) prezo-me de, sem a mais pequena margem de dúvida, aderir às regras e princípios da cartilha do autocaravanista (chamo-lhe assim porque sobressai um tronco ou visão comum entre todos) acreditando que a luta de um grupo de interesses, classe profissional, etc só consegue persuadir a restante comunidade se encontrar denominadores comuns onde a maioria se reveja e sempre se privilegie o grupo em geral em detrimento de facções ou do individuo isolado (quem esteve num corpo militar especial sabe do que falo) – espírito de corpo.

Concebo que temos de defender as nossas posições “dentro do sistema”, mais ainda quando já há prevaricadores daquilo que chamarei de limites estabelecidos pela pouca esclarecida opinião pública (a opinião pública está mesmo pouco esclarecida, mesmo em níveis académicos elevados como tive já oportunidade de constatar).

Do que tenho lido neste fórum (e outros…) espanta-me a falta de cordialidade (quando não a manifesta e inaceitável animosidade) entre companheiros com divergentes opiniões (e às vezes nem isso).

É minha convicção que é preferível termos opiniões divergentes a uma mesa (ou fórum) do que estarmos de costas voltadas; dificilmente conseguiremos uma convergência mantendo-nos de costas voltadas ou afastados da discussão; talvez tenhamos que ser melhores ouvintes antes de nos tornarmos bons “falantes” (e nem sempre os melhores “falantes” são os doutos, os experientes ou os que falam mais alto).
Uma boa ideia, surgida de uma experiência noutra faceta das nossas vidas pode evoluir com a participação de uns mais experientes para ser adaptada à nossa realidade e depois ainda, porventura por outro participante, ser tornada “legível” para quem nos estabelece normas, nos regula ou genericamente pode limitar a liberdade de vivermos o nosso sonho.
A necessidade de representatividade da nossa actividade impõe que nos organizemos em entidades aglutinadoras das nossas vontades e também de quem tenha acesso (mesmo até nos bastidores) a órgãos de decisão, regulatórios, com assento representativo ao mais alto nível, entre outros.
Poderemos depois e se bem percebi, já se pôde interagir, com entidades (ou seus representantes) consideradas pouco gratas ou mesmo antagónicas do autocaravanismo (como o entendemos pelo menos alguns de nós) – itinerante -.
Mesmo supondo saber alguns de nós que eles têm posições contrárias ao nosso interesse, porque não fazemos ajustar a sua posição com a “força” das nossas razões e mantendo-lhe a liberdade de nos oferecer o que de melhor conseguir (ou a outros que não nós)?

Lanço o desafio para que todos os que se acham pessoas de bem e sejam capazes de ser comedidos nas suas intervenções continuem a vir a este fórum elevar a discussão e fazer chegar mais longe (ou mais alto) as nossas ambições de vermos reconhecida a nossa actividade com as especificidades que lhe são próprias.

Uma palavra para a federação autocaravanista vs FCMP; estarão certamente ao corrente de uma disputa com uma nova entidade cuja actividade dedicada ao montanhismo foi considerada sobreposição ás atribuições da FCMP nesse domínio do montanhismo.
Naturalmente temos juristas entre nós para ultrapassar esta questão...

Para acabar como comecei…
Talvez o João Farrim me tenha feito intervir neste tópico pelo sentimento que esta era “a minha praia” porque geralmente a discussão tem sido muito avançada (para os meus conhecimentos), muito truculenta porque muito profusa em questões mas parca em respostas e muito impositiva das suas (de alguns) posições (considerando não haver espaço para outras), mas também algo “desordenada”.
Por isso também quero reconhecer o valor das pistas dos mais organizados, mais sistemáticos, criadores de formulações, etc desde que permitam (o que não significa apenas não obstaculizarem) e preferencialmente incentivem a intervenção oportuna e pluralmente fundamentada dos menos afortunados com essas aptidões.

Saudações

MC
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Mensagempor Calita » sexta abr 01, 2011 9:27 am

Bom dia companheiros
Creio que a opinião geral de todos nós anda à volta do mesmo,BOM SENSO.

Questão fundamental é que este conceito é muito relativo e cheio de subjetividade,como já foi referido anteriormente,( depende um pouco do umbigo de cada um ).

Assim em minha opinião,e para que não se relativiza-se esta questão do ,deveriam existir regras concretas e especificas para o autocaravanismo,acabando assim com a opinião de cada um,pois a lei é igual para todos e quem prevaricar deverá ser punido e penalizado.

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Mensagempor joaof » sexta abr 01, 2011 9:59 am

Caros Companheiros,

Agradeço a todos os comentários que efectuaram, mas eu queria direccionar a discussão no seguinte sentido:

Todos concordamos que deve haver bom senso, mas também penso que todos concordamos que este é um critério subjectivo.

Assim, e tendo em consideração aquilo que referi no inicio do tópico, será possível estabelecer critérios objectivos que delimitem a fronteira entre aquilo que é ou não Autocampismo?

Obrigado e cumprimentos,
João Farrim

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Auto-campismo

Mensagempor josegon_calves » sexta abr 01, 2011 1:08 pm

Boa tarde Companheiros e Companheiras,

Não me vou alongar muito, porque é mais que sabida a minha opinião!!!

Continuarei a debater-me sempre, contra tudo e contra todos aqueles que quiserem acantonar-me em certos e determinados locais.

Tirando isso, como o Companheiro Paulo Rosa já referiu, e muito bem, uma autocaravana não tem culpa das asneiras que alguns cidadãos mais ou menos conscientemente fazem, mesmo que com uso desta!

Podem cometer-se atentados, e praticar campismo na via publica, sem recurso a uma única autocaravana, como o Companheiro Alexandre Chora também já o referiu.

Questiono:

Porquê regras para uma Autocaravana quando as ilegalidades podem ser cometidas sem o recurso desta?

Quem souber dar-me esta resposta muito concreta e objectiva, isenta de qualquer intenção ou agressividade, agradeço eu e muitos dos utilizadores de Autocaravanas que se vêm perseguidos injustamente!

Obrigado desde já!

Um abraço,
Até sempre,
José Gonçalves
(Guimarães)

http://ohotelrolante.blogspot.com

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by: Fernando Pessoa
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Mensagempor joaof » sexta abr 01, 2011 1:34 pm

Caros Companheiros,

Eu pedia-lhes que não confundissem a definição dos critérios objectivos que falei com legislação.

As "Regras de Ouro" deste portal são um exemplo dum conjunto de regras objectivas que devemos cumprir, e no entanto não constituem nenhuma legislação.

Neste tópico preferia que não falassem da polémica questão da legislação, e que abordassem apenas a possibilidade da definição de critérios objectivos que delimitem a fronteira entre aquilo que é ou não Autocampismo.

Obrigado e cumprimentos,
João Farrim

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Mensagempor rmsnegrao » sexta abr 01, 2011 2:19 pm

Uma notícia de nuestros hermanos da região de Castilla-La Mancha (21MAR2011):

http://eldiadigital.es/not/16597/los_au ... _su_favor/
Mais vale uma autocaravana na mão do que duas no stand!
Se eu podia ir para um hotel? Podia, mas não era a mesma coisa...
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Mensagempor Calita » sexta abr 01, 2011 3:18 pm

rmsnegrao Escreveu:Uma notícia de nuestros hermanos da região de Castilla-La Mancha (21MAR2011):

http://eldiadigital.es/not/16597/los_au ... _su_favor/


Boas noticias, :lol: pena não ser em Portugal :(

Companheiro João

Em minha opinião as tais "regras de ouro",muito faladas,debatidas neste forum,deviam dar origem,no minimo a projeto de lei.
Entre muitas opiniões tais regras são aceitaveis por a maioria dos que participam no forum,e dadas como boas práticas de um BOM e SAUDAVEL autocaravanismo.
Provavelmente com alguns ajustes,permitiriam menos abusos e regras especificas,que nos poderiam levar ao fim (da tentavia) de descriminação,que por vezes somos alvo.
Venham daí mais opiniões,esta é a minha.

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