Barragem de Montargil

Assuntos gerais relacionados com autocaravanismo.

Mensagempor Aleluia » quarta ago 19, 2009 7:51 pm

Caminheiro, em poucas palavras, resumiste tudo.

Saudações;
Aleluia
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Mensagempor josegon_calves » quinta ago 20, 2009 7:18 am

Comentários?

Para quê???

E parece-me que nas nossas Escolas, e na Sociedade em geral, também se ensina cada vez menos o CIVISMO, algo essencial para o bem estar e o bem lidar entre as "espécies".

É como a comida sem sal, por muito boa que seja, se não tiver o sal na quantidade essencial, estragou a restante!!!

Creio eu! Diga-se.

Até sempre,

José Gonçalves
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Mensagempor Aleluia » quinta ago 20, 2009 10:17 pm

É bem,verdade José Gonçalves!

Se nós recuarmos, uns bons pares de anos e começarmos a analizar a antiga escola, com a nova escola, não tem nada a ver.

Eu vejo, pela minha filha.

Se dessem, as antigas bases, juntando os novos conhecimentos, ai sim, penso que seria uma mais valia.

Saudações;
Aleluia
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Mensagempor Joel Lourenço » segunda ago 24, 2009 8:34 am

Aleluia Escreveu:Bem haja, companheiro Carlos Martins.

Fico contente, por teres tido a preocupação de te informares sobre as atitudes e os comportamentos a ter. Critico sim, é aqueles que não o fazem.

Eu com o meu post, não quis incluir todos aqueles, que adquiriram carros importados, longe de mim, tal ideia. Mas sim, os que o fazem, não tendo depois, o cuidado de se informarem, para ver como a coisa funciona.

Em relação ao governo, ponho as minhas dúvidas, pois já há legilação, onde se diferência o parquear do fazer campismo.

É só, os interessados se informarem.

Saudações Autocaravanistas;


estive la este fim de semana e vi o mesmo que tu, alias em relação aos carros importatos nem por isso, era mesmo a maior parte com mesas e cadeiras... as cadeiras ainda se compreende, nem todos podem ter ar condicionado estar ca fora sentado nao e de todo um mau exemplo, nao e deixar o material eternamente na rua.
Ford
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Mensagempor vitor marques » quarta ago 26, 2009 8:36 pm

Boa noite a todos,

Passei este mès pela Costa Vicentina, e vi tantas autocaravanas estacionadas junto ao mar que fiqueiadmirado. Parei num parque de estacionamento alcatroado para tomar um café (havia um café nas imediações do parque) e estava a pensar também parar uma hora ou duas e ir tomar também um banho à praia (perto de S, Torpes).

Enquanto decidia com a familia se tomava só o café ou iamos tomar um banho antes de seguir viagem, apareceu um GNR de mota, muito simpático que me pergunta se vou permanecer naquele local muito tempo. Respondi que apenas iamos tomar um café e talvez um banho na praia. Então, o agente, munido de diplomas legais, informa-me que não poderei pernoitar no local (não era essa a minha intenção), e exibe-me a legislação que proibe. Sempre muito cordial e simpático.
Questionei se na terra batida, fora do parque de estacioanmento, onde se encontravam dezenas de AC era regular permanecer e pernoitar, ao que me foi respondido que também não e que era dominio marítimo e reserva natural.
Agradeci, bebi o cafezinho, e continuei viagem.
Mas de facto é devastador ver dezenas de AC na orla costeira, junto ao mar naquela zona. Calculo que esta situação não vai continuar por muitos mais anos. A concentração de AC por metro quadrado numa paisagem protegida como aquela não me parece aceitavel. E já não falo só nos AC que acampam como se estivessem num parque.
As autoridades locais e nacionais têm que regulamentar as pernoitas das AC em sitios como estes que são fortemente frequentados, e criar condições específicas (locais onde se pode estacionar e outros onde se possa pernoitar 1 ou 2 dias no máximo), e fiscalizar o respectivo cumprimento.

Bem hajam
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Mensagempor Papa Léguas » quarta ago 26, 2009 9:20 pm

vitor marques Escreveu:
(...) Então, o agente, munido de diplomas legais, informa-me que não poderei pernoitar no local (não era essa a minha intenção), e exibe-me a legislação que proibe. Sempre muito cordial e simpático. (...)


Boa noite.

Por acaso recorda-se, pelo menos, qual o conteúdo dos diplomas legais apresentados?

Antecipadamente agradecido.

O Papa Léguas
Parar. Parar não paro.
Se a coerência custa caro,
Eu pago o preço.

(Citação livre de Sidónio Muralha)
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Mensagempor vitor marques » sexta ago 28, 2009 10:10 am

Bom dia,

Não me recordo do número dos diplomas. Se não estou errado eram do Ministerio do Ambiente e Ordenamento do Território, de Dezembro de 2007, e referiam expressamente que não era permitido pernoitar em AC nos parques de estacionamento, podendo, por omissão, contudo estacionar durante o dia.

Lamento não poder acrescentar muito mais, porque, como não tenciono pernoitar fora de parques em locais onde hajam dezenas de AC junto à costa, prejudicando a paisagem ( estaciono onde estacionaria se fosse de viatura ligeira ou em Areas de Serviço de AC, sempre com a preocupação de não infringir regras intuitivamente assimiladas, como sejam as de não prejudicar a vista ou o acesso dos outros, o que me permite não estar MUITO preocupado com o teor da legislação), não apontei a identificação dos Diplomas. Mas li-os em diagonal (salvo os artigos mais objectivos)no momento.

Como, concerteza acompanhado por dezenas ou centenas de autocaravanistas, não concordo com grandes aglomerados de AC em zonas publicas de paisagem protegida, a abancar dia e noite durante vários dias, e procuro aplicar regras de boa educação e bom senso ( por-me no lugar de quem tem uma ou várias AC à frente de casa, ou quer estacionar e tem uma AC a ocupar dois lugares) certamente não estarei a infringir a lei. Em qualquer caso poderei cair nalguma irregularidade. Mas se as autoridaes agirem como o fez o agente que referi, alertando em vez de andar a caçar os transgressores, não teri grandes aborrecimentos.

Saudações
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Mensagempor josegon_calves » sexta ago 28, 2009 10:18 am

Pois é Companheiro Vitor Marques,

Eu diria mais!

Eu diria que não terá certamente nunca nenhum conflito com qualquer autoridade se continuar a agir com Civismo e com Consciência Crítica.

Fossemos todos assim e não haveria esta problemática desnecessária em torno deste tema.

Um abraço, continuemos nesta senda e até sempre,

José Gonçalves
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Mensagempor Paulo » sexta ago 28, 2009 10:20 am

Bom dia,

Como sabem, há anos que os vários POOC (Costa Vicentina e Algarve), de uma forma ou de outra limitam o estacionamento nocturno nos "estacionamentos das praias".

Exemplo [alínea b) do Artº 58º do POOC Vilamoura - Vila Real de Sto António]:

Artigo 58º
Actividades interditas

Para além do disposto nos artigos 11.o e 22.o e no n.o 4 do artigo 23.o
do presente Regulamento, nesta subcategoria de espaço são ainda
interditas as seguintes actividades:

a) Sobrevoo por meios aéreos de desporto e recreio fora dos
canais de atravessamento autorizados;

b) Permanência de autocaravanas ou similares nos parques e
áreas de estacionamento entre as 0 horas e o nascer do
Sol;
(...)


Como exemplo, aqui está um dos tópicos onde este assunto foi discutido aqui no fórum:

http://www.campingcarportugal.com/forum ... light=pooc

Abraço,
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Paulo
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Mensagempor Papa Léguas » sexta ago 28, 2009 9:15 pm

OS PRINCÍPIOS

Saber diferençar o essencial do acessório, ter sempre presente os fins que se pretende alcançar e, não menos importante, acordar em princípios comuns, são factores que nos manterão num rumo de objectividade, sem desvios aleatórios, dando força ao Movimento Autocaravanista de Portugal que entenda o autocaravanismo como uma forma de turismo itinerante.

Principiemos por distinguir entre “Acampar” e “Estacionar”.

ACAMPAR: A imobilização da autocaravana, ocupando um espaço superior ao seu perímetro, em consequência da abertura de janelas para o exterior, uso de toldos, mesas, cadeiras e similares, para a prática de campismo.

ESTACIONAR: A imobilização da autocaravana na via pública, respeitando as normas de estacionamento em vigor, designadamente o Código da Estrada, independentemente da permanência ou não de pessoas no seu interior.

O acto de acampar, conforme é acima definido, só é permitido em locais consignados na Lei e, consequentemente, salvo excepções, também consignadas na Lei, é proibido na via pública independentemente da hora a que ocorra, devendo, na salvaguarda do interesse público, ser penalizado.

O acto de estacionar, conforme é acima definido, pode ser efectuado em qualquer local, não proibido por Lei (nomeadamente no Código da Estrada) não podendo as autocaravanas, pelo simples facto de o serem, nomeadamente através de sinalética que não consta dos diplomas legais, ser impedidas de o fazer.

Estes são os princípios que devemos respeitar e defender enquanto autocaravanistas que nos assumimos como turistas itinerantes.

A existência de diplomas (posturas municipais, resoluções do Conselho de Ministros) que legislam de forma discriminatória, impedindo especificamente as autocaravanas de estacionarem onde quer que seja, é lesiva da igualdade de tratamento a que todos temos direito.


OS FACTOS

Têm os autocaravanistas vindo a ser confrontados com posturas municipais que impedem o estacionamento, conforme acima é definido, das respectivas autocaravanas, numa atitude prepotente e ilegal, porquanto descriminam especificamente este tipo de veículos.

Às Câmara Municipais assiste-se-lhes o direito de proibirem o estacionamento de TODOS os veículos com características idênticas, como as que se refiram, por exemplo, à altura, ao comprimento, ao peso. Mas é discriminatório proibir o estacionamento de um veículo em função dos objectivos para que foi criado e homologado.

Nesta vertente o Papa Léguas publicitou um artigo (Esclarecer e lutar contra a discriminação) que pode ser lido em http://papaleguaspt.blogspot.com/2009/0 ... stica.html e apelou à solidariedade dos Autocaravanistas noutro artigo a que se pode aceder em http://papaleguaspt.blogspot.com/2009/0 ... dario.html.

Também sobre esta matéria, acerca da interpretação do direito de estacionar e / ou pernoitar sugerimos a leitura do artigo que se encontra em http://papaleguaspt.blogspot.com/2009/0 ... garve.html.

Mas nem só os Municípios legislam discriminatoriamente. Também o Conselho de Ministros legislou o POOC (Plano de Ordenamento da Orla Costeira) e, por incrível que pareça, discriminou as autocaravanas proibindo-as de estacionarem num período da noite, proibição que não abrange (e por isso mesmo é discriminatória) qualquer outro tipo de veículos.

O nosso companheiro Decarvalho (autor do Blogue “Autocaravanismo Newsletter”) apresentou uma queixa ao Provedor de Justiça sobre a inconstitucionalidade das discriminações do POOC que foi “apreciada liminarmente de forma favorável pelos Serviços de Provedoria, tanto assim que comunicaram em 8 de Junho terem aberto o processo nº R-2312/09 (A1) e que já foram solicitadas explicações ao Gabinete do Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, "para esclarecer o assunto e nos termos que se justificar, sugerir ou recomendar o que se mostrar mais pertinente e conforme ao direito"”. (Mais informações em http://camping-caravanismo-e-autocarava ... or-de.html).

A REALIDADE

Não há verdades para sempre

A insegurança conduz, também, à ansiedade.

A procura de respostas assertivas que nos dissipem as dúvidas é uma constante.

Na minha imodesta opinião, quando falamos ou nos referimos a pessoas, não há verdades absolutas, não há verdades para sempre.

Partindo deste postulado e reportando-nos ao autocaravanismo, entendido como turismo itinerante, existem alguns fortes óbices que há que equacionar.

Mais de um milhão de dormidas efectivadas pelos autocaravanistas, segundo o documento “Caracterização do Auto-caravanismo na Região do Algarve e Proposta para Definição de uma Estratégia de Acolhimento” da responsabilidade da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, constitui um nicho de mercado muito apetecível, pois estamos a falar, em estimativa, de valores muito superiores a 8 milhões de euros.

Nicho de mercado com mais de 8 milhões de Euros

Quem pretenda apoderar-se (por meios legais, claro) de parte desta verba estimada procurará que os poderes instituídos decretem normas redutoras da liberdade de movimento das autocaravanas. Para o fazer necessitam, porém, de evocar pretextos e razões que o justifiquem.

Assim, mantém-se a confusão entre “campismo” e “autocaravanismo”; assim, evoca-se de forma demagógica as aglomerações de autocaravanas e a “má vizinhança” das mesmas; assim, elaboram-se normas que, embora não sendo prejudiciais aos autocaravanistas, estão a contribuir para uma mentalização tendente a aceitar-se que as autocaravanas devem ser empurradas para lugares que a lei (o que não é, no presente, verdade) estabelece; assim, progressivamente, aponta-se para uma política que justifique a redução da liberdade autocaravanista.

Como combater esta eventual estratégia de obtenção desse nicho de mercado de mais de 8 milhões de Euros?

Estratégia da indignação e revolta

Denunciando? Reivindicando? Dando murros na “mesa”?

Sem dúvida que sim. O direito à indignação (aonde é que já ouvi isto!) deve também ser apanágio de quem defende os seus direitos. Mas só isso?

O neoliberalismo, em que o poder do mercado era um dogma, está (até que as pessoas se esqueçam do caos económico que essa filosofia produziu) a ser substituído, muito lentamente, por um chamado capitalismo com regras.

Estou a “ver” a cara de espanto de todos os que acham absurda esta incursão do autocaravanismo na política. Muitos dirão, em alto e bom som, que a minha politica autocaravanista é passear.

Pergunta-se: Se forem elaboradas leis redutoras da circulação de autocaravanas, não é politica? Se forem aplicadas taxas de ambiente às autocaravanas, não é politica? Se, se, se…

Que podemos, pois, fazer, além de mostrarmos a nossa indignação?

Estratégia da indignação e afirmação

Primeiro, procurar esclarecer. Esclarecer os cidadãos em geral, esclarecer os “utilizadores de autocaravanas”, esclarecer os autarcas, os governantes e os legisladores.

Segundo, promover ou estar presentes em colóquios sobre autocaravanismo em que estas e outras preocupações sejam colocadas frontalmente aos oradores e para que conste e se divulgue.

Terceiro, procurar alianças. Mesmo com os que possam ter interesses e posições diferentes dos nossas, mas com objectivos pontuais coincidentes. Por exemplo, para um Comerciante de Autocaravanas o seu interesse é, exactamente, vender autocaravanas. Quantos mais argumentos positivos evocar melhor venderá o seu produto. Pode ter o melhor produto do mercado, mas se informar o seu cliente ou ele souber que só pode pernoitar em lugares específicos para o efeito, vai inexoravelmente perder muitos compradores. É evidente que esses comerciantes não podem querer leis redutoras, independentemente de qualquer outra razão. E, também eles são um poder económico a levar em conta.

Quarto, propor legislação (que quase existiu) que se refira a autocaravanismo e autocaravanas e que não existe. Uma lei sugerida pelo Movimento Autocaravanista de Portugal será necessariamente melhor que uma lei sugerida por um movimento campista ou por uma eventual “Plataforma Sectorial” ou por alguém que não tenha a mínima noção do que é o Autocaravanismo entendido como turismo itinerante.

Quinto, qualquer lei tem que conter normas que se enquadrem na sociedade a que se destina. Propor que essa lei contenha definições de conceitos respeitantes à prática de autocaravanismo, que proíba uma autocaravana de acampar e especifique o que é acampar, que exista sinalização apropriada, enfim, todos aqueles normativos de que fala a “Cartilha do Autocaravanista”, contribuirá para uma melhor imagem dos autocaravanistas e a sua plena aceitação na sociedade.

Dúvidas

Sobre a sinalização, especialmente sobre aquela que “reserva o direito de estacionamento a autocaravanas” têm-se levantado algumas dúvidas que, no presente, são infundadas.

As autocaravanas podem estacionar em qualquer local que o código da estrada não proíba e as deliberações camarárias referindo a proibição específica de estacionamento de veículos considerados autocaravanas são ilegais. As Câmaras Municipais podem determinar que um veículo com determinado comprimento, ou largura, não pode estacionar. Mas não podem impedir um veículo de o fazer só porque é uma autocaravana.

A existência de um sinal de espaço reservado exclusivamente ao estacionamento de autocaravanas não as impede de estacionar em qualquer outro local não proibido pelo código da estrada. Existem, presentemente, sinais de trânsito destinados ao estacionamento exclusivo de veículos para deficientes, para ambulâncias, para autocarros, etc. Esses sinais impedem que outros veículos não referidos estacionem nos locais abrangidos, mas não impedem os veículos abrangidos de estacionarem em qualquer outro local não proibido pelo código da estrada.

Muitos autocaravanistas estarão (se tiverem tido a paciência de chegar a este ponto do texto) neste momento a dizer:

- Pois, pois, mas quando me multarem ou expulsarem sem razão o que é que eu faço?

Todos nós sabemos a resposta!

As associações de autocaravanistas têm que disponibilizar meios de apoio jurídico aos autocaravanistas que estando perfeitamente legais não tenham pago a multa e / ou tenham sido expulsos do local. Não se trata de estabelecer que existe apoio jurídico individualmente considerado; trata-se de dar um sinal claro às autoridades que as associações vão iniciar uma campanha jurídica contra as ilegalidades. Trata-se de um apoio excepcional para situações excepcionais.

É chegado o tempo de todas as associações de autocaravanistas, todos os “formadores de opinião”, todos, todos, TODOS se sentarem na mesma mesa e discutirem IDEIAS.


Sem lutar pelos nossos direitos e interesses nada se consegue.
Parar. Parar não paro.
Se a coerência custa caro,
Eu pago o preço.

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Mensagempor errante » sexta ago 28, 2009 10:08 pm

Totalmente de acordo com o Papa-Léguas!
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Mensagempor spinto » sexta ago 28, 2009 10:57 pm

revejo-me no que o papa-léguas defende .
Por onde quer que passe, o Autocaravanista que se preze deixa sempre o local melhor do que o encontrou !!!!!
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Mensagempor josegon_calves » sábado ago 29, 2009 8:38 am

Nem mais!

Simplesmente de acordo.

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Mensagempor Haddock » sábado ago 29, 2009 10:07 am

Bom dia a todos

e especialmente ao companheiro Papa-Léguas a quem não quero deixar de felicitar pelo trabalho de qualidade e quase exaustivo que nos proporciona.

Não quero deixar de salientar o seguinte:

As associações de autocaravanistas têm que disponibilizar meios de apoio jurídico aos autocaravanistas que estando perfeitamente legais não tenham pago a multa e / ou tenham sido expulsos do local. Não se trata de estabelecer que existe apoio jurídico individualmente considerado; trata-se de dar um sinal claro às autoridades que as associações vão iniciar uma campanha jurídica contra as ilegalidades. Trata-se de um apoio excepcional para situações excepcionais.

Mas penso ser legitima a dúvida: afinal quem nos representa?

Na prática do Autocaravanismo duas opções se me colocam: ou vou andando por aí sózinho, tentando respeitar na integra as regras e voltando as costas a alguns "campistas selvagens" que denigrem a imagem da actividade e nos prejudicam a todos, ao mesmo tempo que fujo a sete pés de todos os locais em que o meu veículo não é bem acolhido (não deixando lá um centimo sequer!)?
Ou tentaria o associativismo para que os nossos direitos não fossem atropelados e para combater certas "legislações" iniquas.
Mas associativismo onde, com quem, como? Apesar de ser novo nestas lides as tentativas que presenciei até agora não foram coroadas de êxito (é o menos que se pode dizer).
Alguém lança uma pedra no charco?[/quote]
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Mensagempor vitor marques » sábado ago 29, 2009 10:49 am

Bom dia Companheiros,

Não podendo discordar do que foi explicitado pelo Papa Léguas, considero que não vivemos numa sociedade que se aproxime sequer um pouco do ideal.

O poder político e económico andam de cabeça, mãos, braços, tronco,etc, etc, dados. Os autocaravanistas, pese embora sejam um mercado interessante, não têm o poder de dar a mão, o braço, etc, ao poder politico. Ou seja, em minha opinião só os industriais/comerciantes de AC e equipamentos têm força para negociar com o poder político, porque podem dar ao poder politico contrapartidas económicas/financeiras. Resumindo, a uma associação (salvo o ACP e os futebois) não passará pela cabeça oferecer aos detentores do poder politico contrapartidas financeiras para eles próprios ou para os respectivos partidos; coisas do genero, se não prejudicarem o turimo itenerante ofereco-te uma AC, ou dou N € para o partido.
O poder está sempre ao lado dos euros.
Em contrapartida os detentores de parques de campismo, de comerciantes, de concessionários disto ou daquilo, podem adoçar o poder politico (estamos num mundo de adoçáveis, basta observar com ligeira atençao o que nos rodeia).
Temo, assim, que a circunstância de não existir no momento legislação incontestável sobre o estacionamento de AC de dia ou de noite nos locais onde outras viaturas o possam fazer, perante uma luta justa mas sem euros à mistura, venha a conduzir a proibições com base no peso bruto, e aí julgo que eles resolvem o problema e nós ficamos com ele.

Não tenho a convicção que as autoridades queiram legislar com base na boa fé dos interesses da sociedade e da armonia social, com indepêncência e equilibrio.

Posso estar errado, mas centro a minha luta no cumprimento individual de regras de boa conduta ( se não é uma AS ou um local pacificamente aceite pelas autoridades e habitantes locais como zona de estacionamento/pernoita de AC, procuro outro onde só estejam 2 ou 3 e não dezenas, ou em último recurso um local perto de autoridades - Bombeiros, GNR, e na ausência um parque; não permaneço mais de 2 noites fora de parques no mesmo local, não estciono/pernoito frente a habitações sem perguntar aos seus habitantes se não se importam que ali esteja uma noite, etc).

Não deixo contudo de valorizar e muito a capacidade dos companheiros que lutam por ideiais de justiça e de direitos. E se organizam.Mas estou cansado. O Autocaravanismo para mim é para descontrair onde outros não me aborreçam. Para desgaste e stress já me bastam os locais que não posso mudar com facilidade como sejam o local de residência e de trabalho. Se não me querem aqui (autoridades, comerciantes, lobis, o raio que os ....) vou para ali. É para mim a vantagem do turismo itenerante. O continente ainda é suficientemente grande para me limitarem totalmente os movimentos. E há sempre um sitio ( nem que seja um parque) onde poderei ficar na zona que pretendo visitar, sem colidir com as pessoas ou os poderes económicos.

Mas força companheiros. Lutar pela razão e pela justiça também pode ser um hobie.


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