Ideal autocaravanista! O que é?

Zona para discussão de ideias, esclarecimento de dúvidas e apresentação de propostas sobre o autocaravanismo.

Mensagempor Eugénio Rodrigues » sábado Oct 15, 2011 8:19 pm

Boa noite

Vou responder de forma directa às questões colocadas pelo companheiro Danibeja:

1ª - O Autocaravanismo é, e será sempre uma ramificação do Campismo?

Até pode ter começado como uma forma de campismo, no entanto, actualmente, dada a autonomia que possuem este tipo de viaturas (autocaravanas), não estão de forma alguma dependentes dos parques de campismo, a não ser que o objectivo seja acampar....


2ª - O Autocaravanismo é indissociável do Campismo?

O autocaravanismo sim.

O autocampismo não.

3ª - O Autocaravanismo desenvolveu-se a partir do Campismo, e no futuro as atitudes comportamentais deverão continuar a ser Campistas?

Eu não preciso de montar tenda para pernoitar, nem tão pouco para efectuar qualquer refeição... Campismo é campismo, autocaravanismo é autocaravanismo...


4ª - No futuro o Autocaravanista deve poder escolher entre Campismo e Autocaravanismo Itinerante sem recurso a parques campismo?

O dia em que deixar de existir essa opção, das duas uma: ou vendo a autocaravana, ou deixo de fazer turismo itinerante em Portugal...

5- Devem os autocaravanistas portugueses, na procura da sua identidade, ter uma Federação própria?

Ora bem, como autocaravanista independente, sem estar filiado em qualquer clube, entendo que qualquer federação ou clube que defenda desinteressadamente os interesses dos autocaravanistas é bem-vindo...

Para não fugir à questão lançada inicialmente pelo companheiro Papa Léguas, o ideal autocaravanista para a maioria dos autocaravanistas (nos quais eu não me incluo), será de fazer o que lhes apetece, onde bem lhes apetece, e como lhes apetece... e serão a maioria a pensar assim...

Num tópico como este, do interesse de todos, apenas meia dúzia se manifestam, se preocupam, o resto, querem lá saber!!!!

Aliás, os clubes, ferederados ou não, representarão pouco mais de 10% da totalidade dos autocaravanistas existentes... o que é muito pouco...

O ideal era é que as instituições fossem capazes de colocar o campistas no seu devido lugar, sem importunar os autocaravanistas...

Mas isto não passa da minha opinião, e é apenas uma opinião...

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Mensagempor joaof » domingo Oct 16, 2011 11:41 am

Bom dia,

Não gosto muito de entrar em discussões estéreis, mas parece-me importante responder às questões colocadas pelo companheiro Danibeja.

1ª - O Autocaravanismo é, e será sempre uma ramificação do Campismo?

O Autocaravanismo começou por ser uma ramificação do Campismo. Actualmente, sou de opinião que é uma ramificação de Turismo.

2ª - O Autocaravanismo é indissociável do Campismo?

O Autocaravanismo é claramente dissociável de Campismo, na medida em que é possível fazer Autocaravanismo sem fazer Campismo.

3ª - O Autocaravanismo desenvolveu-se a partir do Campismo, e no futuro as atitudes comportamentais deverão continuar a ser Campistas?

Em termos gerais, entendo que a resposta é não (tanto no futuro como no presente), embora a resposta possa variar em função da vertente de Autocaravanismo que se pratica.

1) No Autocaravanismo itinerante as atitudes comportamentais deverão ser claramente distintas das Campistas, visto que os AC itinerantes não devem praticar campismo nos espaços públicos.

E aqui sou de opinião que não é correcto fazer a analogia com o “código campista” ou com as “boas práticas campistas”, porque estas regras, antes de serem regras de campismo, são regras de civismo.

O que pretendo realçar, é que um AC itinerante, enquanto tal, não pode ter as mesmas atitudes dum campista. Ou seja, um AC itinerante se estiver parqueado num local público, não pode por exemplo colocar mesas, cadeiras, um fogareiro para fazer o almoço, e um estendal de roupa a secar na via pública.

2) Quando um AC está num parque de campismo, então, nessa situação poderá adoptar um comportamento campista.

Realço no entanto que nessa situação a adopção dum comportamento campista é uma opção, porque é perfeitamente possível um AC ir a um parque de campismo e não fazer campismo (ex. utilização do parque de campismo apenas para pernoita e manutenção da AC).

4ª - No futuro o Autocaravanista deve poder escolher entre Campismo e Autocaravanismo Itinerante sem recurso a parques campismo?

Enquanto AC só estou de acordo com uma resposta, tanto no futuro como no presente: Sim (e se algum deixar de o ser, também eu deixarei de ser AC).

5- Devem os autocaravanistas portugueses, na procura da sua identidade, ter uma Federação própria?

Sou totalmente a favor da criação da FPA.

Só com uma Federação própria será possível obter uma identidade própria, perfeitamente autónoma, livre e independente.

Cpts,
João Farrim

"Não perguntes aquilo que o teu clube ou federação podem fazer por ti, pergunta antes aquilo que tu podes fazer pelo teu clube ou federação"
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Ideal autocaravanista! O que é?

Mensagempor Paulo MB » domingo Oct 16, 2011 11:12 pm

Boa noite,

Tenho acompanhado o desenvolvimento deste tópico e cada vez mais me convenço que há intervenções que fogem ao tema em título para tentarem desviar os leitores para o apoio à FPA.
Não seria mais correto abrirem um tema próprio?

Um abraço,
Paulo Moz Barbosa
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Mensagempor Henrique Fernandes » segunda Oct 17, 2011 10:44 am

Viva:
Mesmo que o Paulo MB tivesse razão, e nem sequer é certo que seja esse o caso, não vejo onde estaria o mal em se cruzar a temática deste tópico com, entre outras coisas, o apoio à FPA...
Eu, por exemplo, não penso que os que defendem o autocaravanismo campista devam ser acusados de estarem a defender a FCMP se por acaso se referirem a tal entidade neste tópico. É que mesmo que estejam, considero-o inteiramente legítimo!
As duas vertentes - a intinerância e o campismo - do autocaravanismo são igualmente respeitáveis quando se discute o ideal autocaravanista. Está por isso, na minha humilde opinião, totalmente enquadrada qualquer referência às respectivas organizações representativas, FPA ou FCMP, ou quaisquer outras.
Mas se porventura acharem que eu estou errado, aguardarei placidamente pelo tal tópico alternativo...
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Mensagempor Papa Léguas » domingo Oct 23, 2011 6:04 pm

Campismo, caravanismo e autocaravanismo são práticas de um mesmo ideal.


Antes de os puristas do autocaravanismo me condenarem à fogueira dêem-me o direito de me defender pela heresia (segundo os mesmos) que acabo de proferir.

O Campismo terá nascido há já alguns milhares de anos com a utilização de tendas onde os militares, nas expedições guerreiras que faziam, se abrigavam.

Posteriormente o campismo desenvolveu-se como um processo de ensino infantil e em 1908 Baden Powel concebeu o escutismo.

Recentemente, após o desenvolvimento industrial, o “campismo” sofre modificações, torna-se essencialmente turístico e é formatado e enquadrado através de associações. Os Parques de Campismo nascem, não só como uma consequência deste enquadramento, mas como uma resposta às necessidades básicas, inclusive sanitárias, dos turistas itinerantes, nomeadamente dos menos habilitados economicamente. E a formatação da prática do “campismo” e dos Parques de Campismo que passam a ser considerados um sector de turismo e, consequentemente, uma mais-valia económica, inclusive ao nível das receitas fiscais, contribuem para a promoção e a implementação de leis de natureza coerciva. Ou seja, às velhas regras auto-reguladoras do “campismo”, conceitos cívicos voluntariamente aceites, juntam-se agora normas obrigatórias e cujo incumprimento é penalizado.

O chamado “Parquismo” (que nada tem a ver com campismo) é uma situação tolerada pelos Parques de Campismo para, na maior parte dos casos, prover a solvência económica dos mesmos.

Com o acesso mais fácil ao meio de transporte motorizado pessoal criam-se as condições para que o “campismo” passe a ser também feito com caravanas e autocaravanas.

Tenho vindo a colocar aspas na palavra campismo para fazer a diferença entre o antigo (campismo militar e educacional) e o novo campismo (sector de turismo).

Se o campismo e o caravanismo recorrem a Parques, aptos para a prática destas modalidades, por imposição legal, nascida da formatação e enquadramento dado ao “campismo”, por via da disciplina económica necessária à obtenção das mais-valias (que estas actividades turísticas criam), já o autocaravanismo surge como uma modalidade quase autónoma que, em teoria, parece não necessitar de apoios para a sua prática.

Porque me parece que as ideias básicas, neste particular, estão definidas, caminhemos agora por uma outra estrada que, através de uma alegoria, nos faça (talvez) compreender o ideal “campista” e o campismo, caravanismo e autocaravanismo como práticas desse mesmo ideal.

No mundo existem as religiões (ou, se preferirem, existem as igrejas) Copta, Católica, Ortodoxa, Protestante. Todas elas são diferentes, mas têm um ponto comum (ou, se preferirem, um ideal comum), o cristianismo, através de Jesus da Nazaré.

As igrejas (religiões) referidas têm formas diferentes de professar a respectiva fé, mas, têm um ideal comum: o cristianismo.

As igrejas (religiões) referidas têm formas diferentes de professar a respectiva fé, mas, têm alguns valores comuns entre elas.

A maioria dos que me lêem já entendeu aonde quero chegar. Efectivamente, o mesmo se passa com o campismo, o caravanismo e o autocaravanismo.

Não existe (?) um ideal que defina exclusivamente cada uma das práticas (campista, caravanista e autocaravanista) por si só, mas, é perfeitamente compreensível e desejável que exista um ideal em que todos se revejam.

Numa mensagem anterior, em 9 de Outubro passado, o nosso Companheiro Autocaravanista “Mcas” avançou com uma definição que considerou poder ser o “ideal autocaravanista”, com o que não concordei, porque, essa definição adapta-se perfeitamente a um ideal comum das práticas campistas, caravanistas e autocaravanistas.

Não será assim? Adaptando a mensagem não poderemos assumir que Campistas, Caravanistas e Autocaravanistas se revêem neste ideal:

O “NOSSO IDEAL” centra-se na satisfação de viajar, na fruição dos espaços naturais ou humanizados, no prazer da contemplação artística, nos contactos multiculturais, nas manifestações folclóricas e civilizacionais, nas expressões do que é um povo, um país, uma região. É desta forma que tanto se aprecia a montanha como o mar, as cidades e as pequenas aldeias, se calcorreia diferentes países, se visita museus e monumentos, se assiste a espectáculos, feiras e romarias, se provam os produtos das regiões, e se diz, orgulhosamente, “eu estive lá, eu vi, eu sei como é”.

O mundo avança exponencialmente no campo das tecnologias e não surpreenderá que no próximo século o turismo espacial seja uma realidade e que surjam as “Espaçocaravanas” com necessidades e problemas semelhantes às dos autocaravanistas do nosso tempo, mas com um ideal igual ao acima transcrito. E, em vez de 3 formas diferentes de praticar o mesmo ideal teremos quatro.

O “tipo” (ou outra palavra menos bonita) ensandeceu, exclamarão entre gargalhadas alguns (muitos?) dos que me lêem. Em todas as épocas há quem ria e, porque são mortais, não ficam por aqui para ver a concretização do que motivou as extemporâneas gargalhadas.

Outra questão com que nos deparamos é a designação que as associações e as leis dão a estas práticas. As associações, na sua maioria, auto-designam-se por campistas e caravanistas. Tenhamos consciência que nas épocas da constituição das associações o autocaravanismo ou não existia ou era praticamente desconhecido. Posteriormente, a mudança de nome das associações não é feita ou por questões emocionais dos associados ou pelo reconhecimento que nome tem como marca que valoriza a associação ou, até, por uma questão financeira. Contudo, muitas já são as que alteraram os respectivos estatutos e assumem a prática do autocaravanismo no seio de associações que se identificam como campistas e caravanistas.

Uma designação que inserisse as três práticas de um mesmo ideal (campismo, caravanismo e autocaravanismo) seria a solução desejável. Enquanto isso se não verifica continuaremos a chamar-lhe “campismo”.

Quanto aos valores comportamentais (campistas, caravanistas e autocaravanistas) já afirmei que cerca de 70 a 80% das regras estabelecidas para os comportamentos que os campistas, caravanistas e autocaravanistas devem seguir são quase, senão mesmo iguais, às que o “código campista”, as “Boas práticas campistas”, a “Cartilha do Autocaravanista”, as “Regras de Ouro” ou o “Respeito Autocaravanista” preconizam entre si. E são semelhantes ou iguais porquê? Porque as normas são regras de civismo e, como tal, aplicam-se a qualquer cidadão.

A questão última, com que pretendo encerrar a minha participação neste tópico, prende-se com o saber se o Movimento Campista, Caravanista e Autocaravanista está disponível para adoptar um ideal comum, o “NOSSO IDEAL”.

¿ Vale a pena lutar em unidade e pela unidade deste Movimento com práticas distintas?
Parar. Parar não paro.
Se a coerência custa caro,
Eu pago o preço.

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Mensagempor danibeja » domingo Oct 23, 2011 6:42 pm

Boa noite,

Concordo com as analogias Históricas, mas ...

Gostava que o companheiro tirasse um pouco do seu tempo para perceber o que está a insinuar:

A questão última, com que pretendo encerrar a minha participação neste tópico, prende-se com o saber se o Movimento Campista, Caravanista e Autocaravanista está disponível para adoptar um ideal comum, o “NOSSO IDEAL”.

¿ Vale a pena lutar em unidade e pela unidade deste Movimento com práticas distintas?


Quanto a mim não deve haver um ideal comum, pois isso vai tirar direitos, liberdades e garantias aos Autocaravanistas...

Os Autocaravanistas devem partilhar os ideais do Campismo quando estão a fazer Campismo, e os ideais do Automobilismo quando estão em circulação Rodoviária.

Tem que se saber distinguir o trigo do Joio...

Se alguma vez uma Autocaravana em circulação rodoviária, for associada/considerada Campismo, automaticamente por via das leis existentes seremos proibidos de estacionar livremente na via pública. E disto não tenham dúvidas!!!!!!


Ainda não consegui perceber as suas reais intenções, e ainda existem perguntas por responder...


Grande abraço,

Danibeja
"Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons."
( Sigmund Freud )

"O Autocaravanismo é uma forma de Automobilismo."
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Mensagempor Henrique Fernandes » domingo Oct 23, 2011 9:25 pm

Aceitando como boa a alegoria do companheiro Papa Léguas, e podem crer que até aceito, sempre direi que, "cristianismos" à parte, cada um dos ramos da referida religião tem na vida real o seu Papa, o seu Patriarca, o seu Arcebispo de Cantuária, etc., etc.
Só mesmo se o Cristo voltasse à Terra (e eu visse com estes olhos que a terra há-de comer...) é que eu acreditava que campismo, caravanismo e autocaravanismo (refiro-me, naturalmente, apenas à "versão itinerante" do último) poderiam rezar missa à sombra do mesmo campanário!
Até lá limito-me a professar uma das fés e a respeitar as outras, como mandam os mandamentos e os laicos princípios com que fui educado...
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Mensagempor Paulo » domingo Oct 23, 2011 10:41 pm

Boa noite,

Papa Léguas Escreveu:
“Uma designação que inserisse as três práticas de um mesmo ideal (campismo, caravanismo e autocaravanismo) seria a solução desejável.”


Nunca pensei ler este tipo de posição, e ainda menos por parte do autocaravanista Papa-Léguas, na fase em que estamos do desenvolvimento do autocaravanismo e no ano de 2011. Este tipo de posição é contra-producente e coloca em causa uma hipotética estratégia de enquadramento do autocaravanismo no conjunto de actividades turísticas legalmente reconhecidas.
Não consigo ver razões para a conjunção entre “campismo, caravanismo” e “autocaravanismo”, assumindo que estamos a falar de autocaravanismo como forma de turismo itinerante, ou seja, de viagem (sem a pratica de campismo).

As primeiras, são actividades campistas puras, com todo o interesse e respeito que as mesmas nos merecem, e sobre as quais não tenho nem vejo motivos especiais para a análise neste contexto.
Relativamente ao autocaravanismo, ou seja, na sua vertente de utilização do veículo autocaravana como meio de viagem e alojamento, não utilizando o seu exterior, estamos a falar de uma actividade completamente diferente e que qualquer pessoa responsável e minimamente conhecedora não pode nem deve confundir com “campismo” e afins.

Não será com ideais de colagem ao campismo que o autocaravanismo se irá desenvolver de forma organizada em Portugal, e não é assim que o mesmo se desenvolveu nos países que o bem acolhem e no qual apostam. Não é assim que os países mais próximos vêem a estruturação do autocaravanismo (Espanha, França, Alemanha, Itália...etc.).

Lamento que nesta fase do campeonato sejam estas as posições assumidas, as quais vão contra tudo o que tem sido arduamente defendido por aqueles que muito têm dado de si, e do seu tempo, ao logo de vários anos, para que sejamos entendidos pelos decisores.

Pela minha parte, como autocaravanista, sou frontalmente contra às posições que envolvam ou liguem o autocaravanismo, como forma de Turismo Itinerante (viagem, automobilismo, etc.) às actividades campistas. Este tipo de estratégia é um erro crasso e inibidora do desenvolvimento desta vertente turística.

Espero sinceramente que o Movimento Autocaravanista saiba lidar com este tipo de "pedra na engrenagem" e tenha a força suficiente para esclarecer e incentivar quem pode legislar e criar condições à nossa paragem, e simultaneamente insistir na formação dos utilizadores de autocaravanas, de modo que o façam de acordo com a circunstância e local onde permanecem.

Abraço,
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Mensagempor João » domingo Oct 23, 2011 11:12 pm

Olá Paulo
Completamente de acordo.Acrescento que para quem não se lembra este portal já teve uma secção dedicada ao caravanismo e o próprio logo tinha também uma caravana. Em 6 de Janeiro de 2008 , foi anunciado que o âmbito deste projecto passaria a ser o autocaravanismo em exclusivo.
Não sei o que está a acontecer agora mas pelos vistos estamos outra vez a baralhar os fóruns.
Para quem não sabe existe o http://caravanismoportugal.livreforum.com
onde se poderá discutir o ideal caravanista.
João
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Mensagempor Papa Léguas » segunda Oct 24, 2011 1:49 am

Saúde para todos

Estava convicto de que me tinha feito compreender.

Estava convicto de que não existiriam quaisquer dúvidas de que campismo, caravanismo e autocaravanismo são práticas distintas, como afirmei repetidas vezes.

Estava convicto de que o texto que escrevi iria ser interpretado no seu todo e não por parágrafos retirados do contexto. Fazê-lo, não é intelectualmente sério.

Estava convicto… mas enganei-me.

Não existe (salvo demonstração em contrário) e, até agora, também ninguém definiu, o que é o ideal campista, o ideal caravanista e o ideal autocaravanista.

Confunde-se a prática de campismo com a utilização de um Parque de Campismo, o que não é verdade; o Parque de Campismo é um meio e não um fim em si mesmo.

Eu afirmei e afirmo, até que alguém me demonstre o contrário, que o campismo, o caravanismo e o autocaravanismo (dos tempos modernos, entenda-se) têm um enquadramento turístico, embora com práticas turísticas e não só, diferentes.

Posso fazer turismo itinerante com uma tenda, deslocando-me a pé, de mota ou de automóvel. Até com um saco cama o posso fazer. Por isso é redutor considerar que o autocaravanismo é (apenas) uma modalidade de turismo itinerante. Esta definição é assumida como um dogma.

Este enquadramento turístico (que abrange o campismo, o caravanismo e o autocaravanismo) e que eu defendo, pode ser consubstanciado no que eu designo como o “NOSSO IDEAL”?

O “NOSSO IDEAL” centra-se na satisfação de viajar, na fruição dos espaços naturais ou humanizados, no prazer da contemplação artística, nos contactos multiculturais, nas manifestações folclóricas e civilizacionais, nas expressões do que é um povo, um país, uma região. É desta forma que tanto se aprecia a montanha como o mar, as cidades e as pequenas aldeias, se calcorreia diferentes países, se visita museus e monumentos, se assiste a espectáculos, feiras e romarias, se provam os produtos das regiões, e se diz, orgulhosamente, “eu estive lá, eu vi, eu sei como é”.

Este conceito (acima) enquadra perfeitamente tanto a prática campista, como a prática caravanista, como a prática autocaravanista e tudo numa perspectiva turística.

Estou a reportar-me a uma definição de “ideal” que é abrangente. Não estou a dizer que este “ideal” só pode enquadrar a prática campista, ou a prática caravanista ou a prática autocaravanista. Porque não é verdade. O turismo abrange estas três práticas.

NÃO CONFUNDIR “IDEAL” COM PRATICAS E COMPORTAMENTOS.

Não existe definido um ideal autocaravanista. Um ideal que quando expresso seja diferente dos outros ideais. Não existe, sequer, uma coesão autocaravanista que permita afirmar que o todo autocaravanista é uma “identidade”. Não é! A evidência demonstra-o!

Afirmar que estas três práticas devem estar disponíveis para assumir o turismo (o “NOSSO IDEAL”, como refiro) como denominador comum das práticas campistas, caravanistas e autocaravanistas seria (é) um passo extremamente importante. Importante porque retiraria estas três práticas de outros sectores, como o desporto, por exemplo. Não ter a necessária visão para ir mais além, delinear uma estratégia destas três práticas que as conduzam ao turismo, é estagnar.

Também não é com afirmações, não confirmadas, que os autocaravanistas dos Países mais próximo do nosso vêm a estruturação do Autocaravanismo de forma diferente. É um facto, irrefutável, que a esmagadora maioria dos autocaravanistas está organizado em Clubes cujas federações nacionais estão, por sua vez, integradas na Federação Internacional de Campismo e Caravanismo. É um facto e contra factos não há argumentos. Daí a importância estratégica de se reclamar que o campismo, o caravanismo e o autocaravanismo são práticas distintas de turismo e que cada uma destas práticas tem especificidades e necessidades distintas.

Não foi por obra do acaso que a Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal e posteriormente a Federação Internacional de Campismo e Caravanismo (F.I.C.C.) subscreveram a “Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade”, (http://www.campingcarportugal.com/forum/viewtopic.php?t=3826&postdays=0&postorder=desc&start=0) um documento de importância estratégica para o autocaravanismo entendido como uma modalidade de turismo itinerante e não só.

Não, não foi por obra do acaso. Deu muito trabalho e demorou quase dois anos a concretizar.

É assim que se leva a água ao nosso moinho!
Parar. Parar não paro.
Se a coerência custa caro,
Eu pago o preço.

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Ideal autocaravanista! O que é?

Mensagempor Paulo MB » segunda Oct 24, 2011 9:43 am

Bom dia,

Mais uma achega para este tema e na sequência das últimas intervenções:
Quando comecei a viajar com uma tenda às costas e indo de boleia em boleia do Porto até Monte Gordo, instalava-me sempre em parques de campismo. Pratiquei turismo itinerante (pelo caminho fiquei a conhecer várias cidades e vilas) e campismo (quase duas semanas num camping algarvio).
Mais tarde, já com um atrelado tenda e depois com uma caravana, fui percorrendo milhares de km por essa Europa. Com a família fiz turismo que de outra forma não teria meios para o fazer. Apoiei-me em parques de campismo para dormir e pouco mais. Os dias eram passados em viagem e a conhecer cidades e lugares.
Hoje, com uma autocaravana, faço o mesmo, mas com a possibilidade de escolher a forma de parar. Se dantes tinha obrigatoriamente de pernoitar nos campings, hoje sou livre de o fazer ou não.
Daí estar a ficar desiludido com a polémica que se está a criar à volta deste tema. Recorrentemente se criam argumentos que só vêm confundir quem nos lê e acompanha.
Felizmente que as grandes organizações, nacionais e internacionais, vão fazendo o seu caminho na defesa dos ideais que são queridos pela grande maioria dos que nelas se filiaram.

Um abraço,
Paulo Moz Barbosa
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Mensagempor Henrique Fernandes » segunda Oct 24, 2011 1:20 pm

Companheiro Paulo Moz Barbosa e restantes companheiros:
Acreditem se quiserem, mas afianço-vos que eu, pelo contrário, não estou nada, mas mesmo nada desiludido com a "polémica que se está a criar à volta deste tema".
Se há coisa que sempre detestei na vida, foram os unanimismos conformistas.
Sou daqueles que acreditam que da discussão e da polémica nasce a luz...
Claro que para se ser dialético há, para começar, que discutir com educação e elevação. Penso que as discordâncias aqui patentes ainda estão dentro desses limites, por isso faço votos para que continue a "polémica", desde que se mantenha respeitável com até aqui.
E para acrescentar à "polémica" até digo mais: é capaz de haver quem tenha, durante uma vida inteira, andado a dormir à sombra de uma versão do autocaravanismo ligada ao DESPORTO (!), opção que só posso respeitar inteiramente. Mas agora, quando os ventos não parecem soprar tanto de feição, começa a aparecer quem quem tente a pirueta da colagem institucional ao TURISMO (ih, ih, ih...), parecendo renegar o passado, atitude que há-de ter as suas explicações profundas.
Quem não gostar de polémicas - e ninguém é obrigado a gostar - saberá decerto explicar a alguém de compreensão um pouco lenta como eu, a razão para, tomando como exemplo a alegoria da religião, estarem a ocorrer tão súbitas e pias "conversões" de DESPORTISTAS em TURISTAS. É uma coisa assim a modos como alguém querer deixar de ser protestante para passar a ser católico, ou vice-versa...
Ah, só para esclarecer alguns dos companheiros menos atentos a estes pormenores "polémicos", lembro que há Federações que até têm nos seus estatutos uma matriz genética DESPORTISTA e há federações que, ao contrário, têm nos seus estatutos uma matriz genética TURÍSTICA...
Porque será? E todos sabem quais são?...
Henrique Fernandes
 
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Mensagempor Paulo » segunda Oct 24, 2011 3:43 pm

Como referi aqui (em Jul 04, 2007):

http://www.campingcarportugal.com/forum ... s&start=15

Paulo Escreveu:Caro mfortunato,

As tuas dúvidas são comuns entre aqueles que pensam no autocaravanismo de uma forma colectiva e conhecem as potencialidades do mesmo. A grande diferença reside na forma clara e directa como colocas as tuas ideias.

Referindo-me agora exclusivamente ao tema FCMP, não me parece que possamos aí depositar grandes esperanças, pois apenas deverão entender o ACaravanismo como uma actividade campista. Não digo que não o seja, mas eu entendo-o como uma forma de turismo com duas vertentes:

Vertente Campista (com recurso a campings)
Vertente de turismo itinerante (sem recurso a campings)

A vertente campista do autocaravanismo é algo que não me parece preocupante/prioritário, no contexto actual, pois a rede de campings em Portugal faz minimamente face às necessidades. É óbvio que numa percentagem apreciável há condições a melhorar, como por exemplo a criação de AS para abastecimento e despejo das ACs, seguindo as normas de protecção ambiental a que todos deveremos ser obrigados.

A vertente de turismo itinerante (sem recurso a campings) é preocupante, pois a rede de AS estrategicamente colocadas é ainda muito débil, não assegurando minimamente as nossas necessidades. Quando refiro “nossas” (pena que nem todos assim o entendam…), refiro-o em termos abrangentes, isto é, não são só as 5 ou 6 mil ACs que existem em Portugal, mas sim o somatório destas aos muitos milhares que nos visitam durante todo o ano, vindas de toda a Europa.

É óbvio que para uma FCMP, a vertente campista será a de eleição para o seu trabalho, pois a outra vertente, aquela que para nós é a mais importante e que revela as grandes potencialidades e motivações do autocaravanismo, não funciona como fio condutor de lucro directo e elevado para os seus associados.

É óbvio que esta ligação directa entre campismo e autocaravanismo, encaixa como uma luva em vários sectores da nossa sociedade. Não há nada melhor e mais “consensual”, para elaborar directivas municipais limitadoras ao nosso estacionamento, do que incluir o estacionamento das ACs numa actividade campista – ninguém aprova o campismo selvagem.

Não há interesse destas entidades (FCMP e campings) em fazer ouvir a sua voz, esclarecendo que estacionar e acampar são posturas de diferente teor. Mais ainda, enquanto nós Autocaravanistas, temos a preocupação em estabelecer uma diferença na designação do tipo de turismo que praticamos (Turismo Itinerante em Autocaravana), é comum lermos a expressão “campismo/turismo” em textos vindos da entidade em análise.

Será que num mundo em que a divulgação da informação é veloz e eficiente, os respectivos dirigentes desconhecem estes conceitos? Ou será melhor deixar os mesmos num estado cinzento, obrigando-nos a utilizar serviços de que não necessitamos?

Para não alongar mais este post, falarei mais tarde sobre federações de autocaravanismo e representantes de autocaravanistas…


A minha explicação acima mostra que considero duas vertentes para o autocaravanismo. Convenhamos que os autocaravanistas não precisam ser confundidos, nem as autoridades, pois estas já o andam qb.

A designação Turismo Itinerante em Autocaravana, sempre foi a que se deu aqui em Portugal ou em Espanha para esta forma de turismo de viagem (automobilismo, como reafirma o danibeja, e bem!), sem recurso obrigatório a Campings. É uma designação, como qualquer outra: o que interessa é a actividade subjacente, a qual está sob tentativa de deturpação nalguns posts abaixo…


Papa Léguas" Escreveu:Também não é com afirmações, não confirmadas, que os autocaravanistas dos Países mais próximo do nosso vêm a estruturação do Autocaravanismo de forma diferente. É um facto, irrefutável, que a esmagadora maioria dos autocaravanistas está organizado em Clubes cujas federações nacionais estão, por sua vez, integradas na Federação Internacional de Campismo e Caravanismo. É um facto e contra factos não há argumentos.



Meu caro Papa Léguas: prove isto com factos! Eu apenas lhe vou provar, para já, que em Espanha não é como refere, mas sim como eu refiro (afirmação confirmada!).

Federación Española de Asociaciones Autocaravanistas~FEAA (Miembros):

Asociació Balear Cultural de Temps Lliure i Autocaravanisme (ABACES) Socio fundador
Asociació Catalana d’Autocaravanistes (ACA)
Asociación Andaluza de Autocaravanistas (ASANDAC)
Asociación Autocaravanista de la Región de Murcia (AC-MUR)
Asociación Autocaravanista “Las Gárgolas”
Asociación Castellano-Manchega Autocaravanista (ACAMA)
Asociación Cultural Autocaravanista Valenciana (ACAV)
Asociación de Autocaravanistas de Galicia (AC-GA)
Asociación Ecologista de Autocaravanas – Club Ecologista Adeje – Tenerife (ACAT)
Asociación Galega de Autocaravana (AGA)
Club Autocaravanista del Principado de Asturias (CAPA)
Club Camper
Club Hymer ASM España
Club Vasco de Autocaravanas “Sorbeltz”
Lleure Camper Club Catalunya

A Federación Española de Asociaciones Autocaravanistas, por sua vez, é associada da FEDERATION INTERNATIONALE DES CLUBS DE MOTORHOMES (FICM) e não da Federação Internacional de Campismo e Caravanismo (F.I.C.C.)!
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Mensagempor Papa Léguas » segunda Oct 24, 2011 10:56 pm

Saúde para todos

Paulo Escreveu:

Papa Léguas" Escreveu:Também não é com afirmações, não confirmadas, que os autocaravanistas dos Países mais próximo do nosso vêm a estruturação do Autocaravanismo de forma diferente. É um facto, irrefutável, que a esmagadora maioria dos autocaravanistas está organizado em Clubes cujas federações nacionais estão, por sua vez, integradas na Federação Internacional de Campismo e Caravanismo. É um facto e contra factos não há argumentos.



Meu caro Papa Léguas: prove isto com factos! Eu apenas lhe vou provar, para já, que em Espanha não é como refere, mas sim como eu refiro (afirmação confirmada!).

Federación Española de Asociaciones Autocaravanistas~FEAA (Miembros):

Asociació Balear Cultural de Temps Lliure i Autocaravanisme (ABACES) Socio fundador
Asociació Catalana d’Autocaravanistes (ACA)
Asociación Andaluza de Autocaravanistas (ASANDAC)
Asociación Autocaravanista de la Región de Murcia (AC-MUR)
Asociación Autocaravanista “Las Gárgolas”
Asociación Castellano-Manchega Autocaravanista (ACAMA)
Asociación Cultural Autocaravanista Valenciana (ACAV)
Asociación de Autocaravanistas de Galicia (AC-GA)
Asociación Ecologista de Autocaravanas – Club Ecologista Adeje – Tenerife (ACAT)
Asociación Galega de Autocaravana (AGA)
Club Autocaravanista del Principado de Asturias (CAPA)
Club Camper
Club Hymer ASM España
Club Vasco de Autocaravanas “Sorbeltz”
Lleure Camper Club Catalunya

A Federación Española de Asociaciones Autocaravanistas, por sua vez, é associada da FEDERATION INTERNATIONALE DES CLUBS DE MOTORHOMES (FICM) e não da Federação Internacional de Campismo e Caravanismo (F.I.C.C.)!



Assim, não vamos lá!

Um único e derradeiro comentário:

A “Federación Española de Asociaciones Autocaravanistas” é associada na Federação Internacional de Campismo e Caravanismo (F.I.C.C.)

Prova: http://www.ficc.org/members.php?c=26

Saudações Autocaravanistas
Parar. Parar não paro.
Se a coerência custa caro,
Eu pago o preço.

(Citação livre de Sidónio Muralha)
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papaleguaspt@gmail.com
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Mensagempor Mcas » segunda Oct 24, 2011 11:41 pm

Vivam!

Acabo de ler o livro “Os Portugueses” de Barry Hatton, editado pelo Clube do Leitor, 2ª edição, maio de 2011. Este livro foi escrito por alguém que viveu (e vive) em Portugal nos últimos 20 anos e que tem uma visão exterior e neutra do que são os portugueses e Portugal. O livro foi escrito para estrangeiros e só mais tarde traduzido para português. Livro interessantíssimo que resume a história de Portugal, anotando criticamente os principais momentos dessa história, as misérias e glórias deste país de oportunidades perdidas, comentando com ironia as singularidade deste povo.
Dele poderia retirar muitos traços que nos caracterizam, mas fico-me por estes: “Por natureza, os portugueses não são dados a reunir esforços” (pág. 60) ou “No fundo da alma dos portugueses há uma vontade de contrariar” (pág. 235), ou ainda na mesma página “Um bom português nunca está de acordo.”
Também nesta questão do “ideal autocaravanista” há muito desacordo -e parece-me mesmo que algum é “só para chatear” -uns e outros insistindo nas suas ideias e convicções. Nada contra da minha parte, mas pouco produtivo.
Pede-se a definição de um ideal, mas até agora só apareceu uma, logo diluída e alargada a outros referentes. Uma vez mais nada tenho contra, mas parece-me um alargamento desvalorizante, na medida em que se reconhece que os referentes são distintos. De facto, e repito-me, cada um definirá o ideal que entender, aquele onde se quiser rever, embora deva reconhecer aos outros, na definição do seu ideal, um princípio base de autonomia. Tem pontos de contacto com outros? E daí?
Há que entender uma coisa: o autocaravanismo quer independentizar-se, quer autonomizar-se, uma vez que chegou a um estado maduro: sabe o que é, o que necessita, para onde quer ir. Pretender amarrá-lo a um conceito (o de campismo) do qual sente não fazer parte formal, é cercear uma liberdade que é um direito.
O autocaravanismo não é apenas mais uma modalidade de turismo (ainda que) itinerante, inclui uma vertente automobilística, um código ético e uma identidade plasmada numa federação.
Os “ventos” da Europa apontam para a frente, para a autonomia do autocaravanismo, primeiro em associações locais e depois em federações nacionais. Em Portugal, uma vez mais, aponta-se para trás, para a tradição –o campismo, todos iguais- que nos afasta da modernidade.
Como diz Barry Hatton, é “a relutância em mudar, a suspeita sobre a ambição, o impulso e a visão que algemam o país". Neste caso, o autocaravanismo.

Boa semana.
"Não importa onde te leva a viagem mas sim o que ela faz de ti." Gonçalo Cadilhe
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