Saúde para todos
"
A opinião é determinada, em última análise, pelos sentimentos e não pelo intelecto."
Herbert Spencer
fluis Escreveu:Boa tarde,
Companheiro Papa Léguas, na minha opinião penso que é importante que fique claro, que no que diz respeito às entidades que não assinaram a declaração de princípios (o que é uma questão de opção própria e um direito que lhes assiste), o facto de não a terem assinado, não tem qualquer influência nas acções que podem vir ou não a tomar, na questão que está aqui em discussão : “Proibição de Autocaravanismo em Caminha”
Quero igualmente que fique claro que em nenhum momento afirmei que o quer que seja, que quem quer que seja faça, não é uma questão de opção própria e um direito que lhe assiste, de o fazer ou não fazer.
Falar da “Proibição de Autocaravanismo em Caminha” passa por não nos lamentarmos apenas e apontarmos caminhos para uma eventual solução o que, também na minha opinião, como é óbvio, implica luta, e porque de uma luta se trata, tem que ser resolvida politicamente, através da acção dos autocaravanistas individualmente considerados e coordenada, em unidade, pelas entidades que
defendem, ou venham a defender, a aplicação prática da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade.
É importante começar por referir que não gosto que alterem o que escrevo e o que digo. Que fique muito claro que neste tópico não me referi à distinção entre quem assinou ou não assinou a Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade. O que está escrito refere as “ (…)
entidades que defendem, ou venham a defender, a aplicação prática da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade”, o que é substancialmente muito diferente.
E afirmar isto,
que tem a ver com “Proibição de Autocaravanismo em Caminha”, é o meu pensamento, de que não abdico e que não admito que seja cerceado. Não estou a ofender ninguém e estou apenas, e tão-somente, a dar a entender o que considero ser o melhor e mais correcto caminho.
Neste tópico (Proibição de Autocaravanismo em Caminha) alguns Companheiros Autocaravanistas expressaram livremente todas as considerações que entenderam por bem, nomeadamente sobre a forma como melhor entendiam que devia ser a resolução, não só de Caminha, como de todas as restantes autarquias com procedimentos semelhantes.
Neste mesmo tópico considerou-se (e bem) a questão de Caminha como mais uma situação recorrente de “
Desinformação (…) “ de “
Falta de capacidade de gestão, (…) “, de “A
insistência de alguns autocaravanistas em não distinguirem o simples estacionamento habitado do abuso da via pública no tempo de ocupação e respectivo espaço. (…)”
Mas, logo de seguida, tal como eu próprio o fiz, embora noutro registo, que é o meu, foi dito neste tópico, por outro Companheiro Autocaravanista, que “(…)
é tempo de um entendimento geral entre os representantes dos autocaravanistas”, para, o mesmo Companheiro Autocaravanista, imediatamente apresentar questões práticas, dirigidas especificamente às associações, para “(…)
Insistirem fortemente, directa e indirectamente, no esclarecimento da utilização das autocaravanas fora dos campings, (…), “
Tentar acordos junto dos municípios mais hostis, como é agora o caso de Caminha, ou Tavira (etc...). Casos estes falhem, o recurso aos tribunais é o passo seguinte, pois as autarquias podem legislar, mas não estão acima da Lei, nem podem contrariar a mesma.”
E em nenhum momento li que essas afirmações estavam fora do tópico.
Aliás, as minhas referências são exactamente sobre os mesmos pontos, ou seja, sobre os acordos com os municípios e sobre o recurso aos tribunais, acrescentando que, para mim, o assunto passa pela movimentação dos autocaravanistas, orientados pelas entidades que defenderam ou que venham a defender a “Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade”
Estou a fazer, exactamente, o que outros fizeram antes de mim, neste tópico, mas com as minhas ideias, com os meus pensamentos, admitindo, perfeitamente, que quem quer que seja entenda que o caminho é outro.
Não tenho o direito de pensar assim?
NOTA SOBRE A UNIDADE: É extremamente fácil falar de unidade em abstracto, é bonito e politicamente correcto; o dificil é contribuir para essa mesma unidade cuja construção se tem que fazer em torno de questões concretas alicerçadas em princípios.
Saudações Autocaravanistas