Proibição de Autocaravanismo em Caminha

Zona para discussão de ideias, esclarecimento de dúvidas e apresentação de propostas sobre o autocaravanismo.

Mensagempor ECosta » segunda Oct 03, 2011 11:19 am

spinto Escreveu:passei ontem por caminha (não parei no estacionamento por vir atrasado) e da nacional só vi o sinal normal de proibição ás 4ª feiras.

Note-se que desde que se entra em valença até braga (no meu caso) não há onde fazer a manutenção sem ser no orbitur, ou em casa claro.

Tem toda a razão, só em Vila Praia de Ancora e nsó nos parques, nos restantees espaços desde que não haja comportamentos campistas tudo bem.
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Mensagempor Papa Léguas » segunda Oct 03, 2011 12:46 pm

Saúde para todos.

Acordos, Tribunal, Acção Política?

Caminha é mais um dos muitos exemplos, pois não é caso único, de uma actuação autárquica criticável.

O nosso Companheiro Autocaravanista, que reside no Concelho e é um dos membros da Comissão Coordenadora da Delegação Regional do Norte do Clube Português de Autocaravanas não deixou de tomar a posição possível, denunciando, corajosamente, a situação injusta com que a vereação de Caminha pretende tratar os autocaravanistas e fê-lo em nome individual, única forma de poder intervir na Assembleia Municipal.

Alguns Companheiros Autocaravanistas preconizam que se procure fazer acordos com as Câmaras Municipais como forma de ultrapassar esta situação. Mas que acordos, pergunto?

Ou defendemos o direito de não serem discriminados negativamente, não só os autocaravanistas, como qualquer outro cidadão, ou prescinde-se desse direito, não o utilizamos e, como sabem, direitos que se não utilizem, são direitos perdidos.

O único acordo possível é exigir, através da persuasão, a reposição do direito que temos a não sermos discriminados negativamente. Abdicarmos do direito à não discriminação negativa é reconhecer que, afinal não temos razão, ao exigirmos que as autocaravanas sejam tratadas como qualquer outro veículo de igual gabarito.

Alguns outros (ou os mesmos) Companheiros Autocaravanistas, muitos que até não estão inscritos em nenhum Clube, consideram que o recurso aos tribunais deve ser da responsabilidade das associações de autocaravanistas, esquecendo (?) que eles o podem fazer individualmente.

O recurso aos tribunais para dirimir este tipo de abusos é moroso ao ponto de prever que com eventuais recursos possa ter uma sentença ao fim de uns longos anos. Poderão passar dois ou três mandatos das Direcções das entidades que recorressem aos tribunais e sem garantia de uma sentença satisfatória para os autocaravanistas.

Também o acesso aos tribunais implica custos, não só de advogado, como de custas do processo, que pode ser bastante elevado para permitir recurso, pelo menos até à Relação e a maioria das associações vocacionadas para o autocaravanismo não têm capacidade financeira para o fazer. E as que têm capacidade financeira poderão ter que se preocupar com a situação económica das respectivas associações relativamente a um futuro próximo.

Não me parece, nestas circunstâncias, que a questão possa vir a ser resolvida juridicamente. A não ser que, no seio do Movimento Autocaravanista, haja algum advogado disponível para, sem honorários, levar esta questão à barra dos tribunais.

Entretanto, a luta, porque de uma luta se trata, tem que ser resolvida politicamente, através da acção dos autocaravanistas individualmente considerados e coordenada, em unidade, pelas entidades que defendem, ou venham a defender, a aplicação prática da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade.

Saudações Autocaravanistas
Parar. Parar não paro.
Se a coerência custa caro,
Eu pago o preço.

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Mensagempor cookie » segunda Oct 03, 2011 2:04 pm

existe uma AS privada em Silva - Valença criada pelo companheiro Angel Bouza.
Aí é possível fazer a manutenção da AC, pernoitar... o ano passado organizou lá um magusto!
Editado pela última vez por cookie em segunda Oct 03, 2011 3:12 pm, num total de 1 vez.
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Mensagempor spinto » segunda Oct 03, 2011 3:01 pm

Ao ler o que o companheiro papa-leguas escreveu, só me apetece dizer que não adianta haver associações ou pertencer ás associações, isto porque:

- ir para tribunal tb podemos ir individualmente, isso é obvio, mas será que as associações não representam os associados e grupos de pessoas individuais?
as associações não tem pessoas a quem se recorre e se pedem pareceres juridicos?
As associações não vão para tribunal porque há custos? então pq as pessoas se filiam? onde estão quem os representa?

- As associações tb, tal como nós, pareçem que não tem ideias nem sabem o que fazer nestas situações.

- As associações tb não podem intervir em assembleias municipais, só os autocaravanistas a titulo individual.

Nunca intervi em questões que considero infelizmente politicas, tenho vindo a notar (posso estar enganado) que as associações pouco fazem ou pouco podem fazer, fico no entanto preocupado pois quem está filiado não tem direitos quase nenhuns ou poucos mais tem do que quem não está filiado (é o meu caso).

Lamento dizer e espero não estar e ofender ninguém em especial porque não é minha intencão até porque tambem não conheços os seus representantes, mas as associações que existem andam mais preocupadas umas com as outras com guerrinhas mesquinhas de protagonismos do que com o verdadeiro interesse autocaravanista.

Ando um pouco preocupado com o futuro do autocaravanismo em portugal, ainda há dias numa revista de uma federação li que outra tinha sido criada ilegalmente, etc...

Deixem os conflitos de interesses porque o interesse é desenvoplvimento do autocaravanismo.
Por onde quer que passe, o Autocaravanista que se preze deixa sempre o local melhor do que o encontrou !!!!!
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Mensagempor fluis » segunda Oct 03, 2011 4:47 pm

Boa tarde,

Companheiro Papa Léguas, na minha opinião penso que é importante que fique claro, que no que diz respeito às entidades que não assinaram a declaração de princípios (o que é uma questão de opção própria e um direito que lhes assiste), o facto de não a terem assinado, não tem qualquer influência nas acções que podem vir ou não a tomar, na questão que está aqui em discussão : “Proibição de Autocaravanismo em Caminha”
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Mensagempor ECosta » segunda Oct 03, 2011 5:56 pm

spinto Escreveu:Ao ler o que o companheiro papa-leguas escreveu, só me apetece dizer que não adianta haver associações ou pertencer ás associações, isto porque:

- ir para tribunal tb podemos ir individualmente, isso é obvio, mas será que as associações não representam os associados e grupos de pessoas individuais?
as associações não tem pessoas a quem se recorre e se pedem pareceres juridicos?
As associações não vão para tribunal porque há custos? então pq as pessoas se filiam? onde estão quem os representa?

- As associações tb, tal como nós, pareçem que não tem ideias nem sabem o que fazer nestas situações.

- As associações tb não podem intervir em assembleias municipais, só os autocaravanistas a titulo individual.

Nunca intervi em questões que considero infelizmente politicas, tenho vindo a notar (posso estar enganado) que as associações pouco fazem ou pouco podem fazer, fico no entanto preocupado pois quem está filiado não tem direitos quase nenhuns ou poucos mais tem do que quem não está filiado (é o meu caso).

Lamento dizer e espero não estar e ofender ninguém em especial porque não é minha intencão até porque tambem não conheços os seus representantes, mas as associações que existem andam mais preocupadas umas com as outras com guerrinhas mesquinhas de protagonismos do que com o verdadeiro interesse autocaravanista.

Ando um pouco preocupado com o futuro do autocaravanismo em portugal, ainda há dias numa revista de uma federação li que outra tinha sido criada ilegalmente, etc...

Deixem os conflitos de interesses porque o interesse é desenvoplvimento do autocaravanismo.


Companheiro SPinto e todos os demais companheiros do auto-caravanismo, quero informar que eu tive todo apoio moral, presença, logistica, juridica e tudo o que eu solicitei.
Assumi que interviria eu sózinho, mas tive apoio de alguns companheiros de diversos clubes do auto-caravanismo que estiveram presentes.
Estiveram a titulo pessoal, apesar de pertencerem a diversos clubes, inclusive a um clube de vigo.
Não deixem morrer esta chama, clubes, autarquias, turismo. temos que encontrar uma solução que sirva a todos.

Cumprimento, ao vosso dispor para os esclerecimentos que julgarem necessários.
ECosta


Tive o que pedi e precisei.
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Mensagempor ECosta » segunda Oct 03, 2011 6:14 pm

fluis Escreveu:Boa tarde,

Companheiro Papa Léguas, na minha opinião penso que é importante que fique claro, que no que diz respeito às entidades que não assinaram a declaração de princípios (o que é uma questão de opção própria e um direito que lhes assiste), o facto de não a terem assinado, não tem qualquer influência nas acções que podem vir ou não a tomar, na questão que está aqui em discussão : “Proibição de Autocaravanismo em Caminha”


Companheiro "fluis" Parabens pelas seus pensamentos e palavras. È como diz, independente de ter assinado ou não a "declaração de principios", estamos todos no mesmo barco, ou nos salvamos ou no afundamos, todos somos poucos para levar o barco a bom porto.
Quero ainda informar que a interdição de estacionamento é só nos parques de estacionamento de Vila Praia de Ancora e marginal norte, nos restantes espaços do concelho tudo bem, (desde que não façam actividades de campismo).
Cumprimentos ECosta
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Mensagempor Papa Léguas » segunda Oct 03, 2011 6:53 pm

Saúde para todos

"A opinião é determinada, em última análise, pelos sentimentos e não pelo intelecto."
Herbert Spencer


fluis Escreveu:Boa tarde,
Companheiro Papa Léguas, na minha opinião penso que é importante que fique claro, que no que diz respeito às entidades que não assinaram a declaração de princípios (o que é uma questão de opção própria e um direito que lhes assiste), o facto de não a terem assinado, não tem qualquer influência nas acções que podem vir ou não a tomar, na questão que está aqui em discussão : “Proibição de Autocaravanismo em Caminha



Quero igualmente que fique claro que em nenhum momento afirmei que o quer que seja, que quem quer que seja faça, não é uma questão de opção própria e um direito que lhe assiste, de o fazer ou não fazer.

Falar da “Proibição de Autocaravanismo em Caminha” passa por não nos lamentarmos apenas e apontarmos caminhos para uma eventual solução o que, também na minha opinião, como é óbvio, implica luta, e porque de uma luta se trata, tem que ser resolvida politicamente, através da acção dos autocaravanistas individualmente considerados e coordenada, em unidade, pelas entidades que defendem, ou venham a defender, a aplicação prática da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade.

É importante começar por referir que não gosto que alterem o que escrevo e o que digo. Que fique muito claro que neste tópico não me referi à distinção entre quem assinou ou não assinou a Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade. O que está escrito refere as “ (…) entidades que defendem, ou venham a defender, a aplicação prática da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade”, o que é substancialmente muito diferente.

E afirmar isto, que tem a ver com “Proibição de Autocaravanismo em Caminha”, é o meu pensamento, de que não abdico e que não admito que seja cerceado. Não estou a ofender ninguém e estou apenas, e tão-somente, a dar a entender o que considero ser o melhor e mais correcto caminho.

Neste tópico (Proibição de Autocaravanismo em Caminha) alguns Companheiros Autocaravanistas expressaram livremente todas as considerações que entenderam por bem, nomeadamente sobre a forma como melhor entendiam que devia ser a resolução, não só de Caminha, como de todas as restantes autarquias com procedimentos semelhantes.

Neste mesmo tópico considerou-se (e bem) a questão de Caminha como mais uma situação recorrente de “Desinformação (…) “ de “Falta de capacidade de gestão, (…) “, de “A insistência de alguns autocaravanistas em não distinguirem o simples estacionamento habitado do abuso da via pública no tempo de ocupação e respectivo espaço. (…)”

Mas, logo de seguida, tal como eu próprio o fiz, embora noutro registo, que é o meu, foi dito neste tópico, por outro Companheiro Autocaravanista, que “(…) é tempo de um entendimento geral entre os representantes dos autocaravanistas”, para, o mesmo Companheiro Autocaravanista, imediatamente apresentar questões práticas, dirigidas especificamente às associações, para “(…) Insistirem fortemente, directa e indirectamente, no esclarecimento da utilização das autocaravanas fora dos campings, (…), “Tentar acordos junto dos municípios mais hostis, como é agora o caso de Caminha, ou Tavira (etc...). Casos estes falhem, o recurso aos tribunais é o passo seguinte, pois as autarquias podem legislar, mas não estão acima da Lei, nem podem contrariar a mesma.”

E em nenhum momento li que essas afirmações estavam fora do tópico.

Aliás, as minhas referências são exactamente sobre os mesmos pontos, ou seja, sobre os acordos com os municípios e sobre o recurso aos tribunais, acrescentando que, para mim, o assunto passa pela movimentação dos autocaravanistas, orientados pelas entidades que defenderam ou que venham a defender a “Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade”

Estou a fazer, exactamente, o que outros fizeram antes de mim, neste tópico, mas com as minhas ideias, com os meus pensamentos, admitindo, perfeitamente, que quem quer que seja entenda que o caminho é outro.

Não tenho o direito de pensar assim?

NOTA SOBRE A UNIDADE: É extremamente fácil falar de unidade em abstracto, é bonito e politicamente correcto; o dificil é contribuir para essa mesma unidade cuja construção se tem que fazer em torno de questões concretas alicerçadas em princípios.

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Mensagempor Paulo » segunda Oct 03, 2011 10:15 pm

Boa noite todos!

Caro Papa Léguas, estamos de acordo em muitas situações, como por exemplo naquilo que está na base da Declaração de Princípios, mas não posso de modo algum concordar com a perspectiva que tem sobre “a luta”.

Não posso concordar que os contributos individuais sejam a base do entendimento com os municípios hostis ao estacionamento das autocaravanas; não podem ser os individuais a tentar esclarecer os municípios ou em última instância a mover processos – esta é uma das funções das associações.

Se em Portugal não temos exemplos, temo-los sim em França, com três associações que se entendem e articulam entre si:

FFACCC (Fédération Française des Associations et Clubs de Camping-Cars)
SICVRL (Syndicat des Véhicules de Loisirs) agora denominado uniVDL
CLC (Comité de Liaison du Camping-car) – especial destaque para esta última!

Se reparar, e como exemplo mais recente, os municípios de La Baule, Nice e Cannes foram condenados pelo Tribunal Administrativo devido às acções gerais e discriminatórias que implementaram em direcção ao estacionamento e circulação das autocaravanas (estacionamentos interditados, barras de altura, etc...).

O CLC conseguiu a abolição de várias situações nestes locais, tendo recebido ainda a título de indemnização:
1200€ de La Baule
800€ de Cannes
800€ de Nice

É esta acção que se espera das associações, num futuro não muito longínquo e não a acção individual, mesmo que coordenada ou articulada com as associações.
http://leuropeencamping-car.blogs-de-vo ... 392812.pdf

É claro que entendo que os meios financeiros têm de ser criados, os vendedores têm de ser envolvidos e deixarem de assobiar para o ar. Pois pelo andar da carruagem, as vendas, mesmo sem a crise, cairão a pique se a compra de uma AC começar a incluir um sem fim de dificuldades em circular e estacionar e até culminar em volumes avultados de multas por esses motivos.

Abraço,
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Mensagempor vitorandrade » segunda Oct 03, 2011 11:26 pm

Boa Noite!

Mais uma vez vem à baila a discriminação dos autocaravanistas. E uma vez mais ,nós autocaravanistas, nos acusamos mutuamente e empurramos para os outros a solução do problema.

Por esta razão, esta atitude discriminatória vai ficar "esquecida", como todas as outras, até que surja uma nova que levante novamente o alarido geral.

Já era tempo, mais que suficiente, para se ter aprendido que não é desta forma que se consegue o que quer que seja.

Estou de acordo com o Paulo quando afirma:

Não posso concordar que os contributos individuais sejam a base do entendimento com os municípios hostis ao estacionamento das autocaravanas; não podem ser os individuais a tentar esclarecer os municípios ou em última instância a mover processos – esta é uma das funções das associações.


Pois! Mas onde está essa associação com capacidade financeira para lutar pelo direito ao estacionamento como qualquer veículo do mesmo gabarito da AC. O que eu vejo, aqui, é muitas vezes a afirmação de que não é necessário estar associado para praticar AC em liberdade.

Eu penso precisamente o contrário. O associativismo é a única forma de organização com capacidade de criar as condições necessárias à defesa do interesse de um grupo, neste caso dos ACs.

Perante isto, só nos podemos culpar a nós próprios. Temos aquilo que somos capazes de construir, ou seja aquilo que merecemos.
De vez em quando fazemos uma "festa", mas chegada a "hora da verdade" apenas nos lamentamos.

Um abraço
"um povo que não é esclarecido por filósofos é um povo condenado a cair sob o domínio de charlatães" Condorcet
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Mensagempor Papa Léguas » terça Oct 04, 2011 12:45 am

Saúde para todos.


Deve andar por aí qualquer coisa escrita algures em que exprimo que em a minha opinião as iniciativas individuais são, muitas vezes, de louvar, mas que não substituem as associações representativas dos autocaravanistas.

Quem me conhece não ignora que sou um homem virado para o associativismo, tendo sido dirigente de algumas organizações desportivas, culturais, de solidariedade social e apoio algumas outras. Daí o meu espanto quando se interpreta das minhas palavras que defendo que “contributos individuais sejam a base do entendimento com os municípios hostis ao estacionamento das autocaravanas”.

Evidentemente que não estou de acordo com esta interpretação, mas admito que me não tenha feito entender devidamente.

Um dos caminhos que entendi como um contributo possível para o assunto “Caminha”, traduzi-o na seguinte frase: “Falar da “Proibição de Autocaravanismo em Caminha” passa por não nos lamentarmos apenas e apontarmos caminhos para uma eventual solução o que, também na minha opinião, como é óbvio, implica luta, e porque de uma luta se trata, tem que ser resolvida politicamente, através da acção dos autocaravanistas individualmente considerados e coordenada, em unidade, pelas entidades que defendem, ou venham a defender, a aplicação prática da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade

Primeiro, e suponho que isso terá sido compreendido, luta não pressupõe agressões físicas, mas, apenas, acção, esforço, debate, intervenção…

Segundo, a luta a que me refiro deve ser coordenada por entidades representativas dos autocaravanistas, conforme disse, logo, se é coordenada por entidades representativas dos autocaravanistas tem uma expressão de acção colectiva.

Terceiro, as associações, que não são entidades abstractas, são constituídas por pessoas e, quando coordenam (as associações) uma acção, são as pessoas, individualmente consideradas, que as vão desenvolver e praticar.

Um exemplo: Uma associação decide avançar para uma demonstração de força convocando uma manifestação de autocaravanas, em repúdio pelas decisões de uma Câmara Municipal. Têm que ser os autocaravanistas, individualmente considerados, que coordenados pela respectiva associação se deslocam e suportam as despesas. A acção é da pessoa. Não há outra forma. Se os autocaravanistas, individualmente considerados não apoiarem a associação através de uma acção concertada

Não há uma demonstração colectiva de um grupo sem que as componentes individuais desse grupo se predisponham a actuar. Porque, procuro ser coerente, volto a repetir que “para mim, o assunto passa pela movimentação dos autocaravanistas, orientados pelas entidades que defenderam ou que venham a defender a “Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade””.

Paulo Escreveu:Caro Papa Léguas, estamos de acordo em muitas situações, como por exemplo naquilo que está na base da Declaração de Princípios, mas não posso de modo algum concordar com a perspectiva que tem sobre “a luta”.

Não posso concordar que os contributos individuais sejam a base do entendimento com os municípios hostis ao estacionamento das autocaravanas; não podem ser os individuais a tentar esclarecer os municípios ou em última instância a mover processos – esta é uma das funções das associações
.


E agora, já estamos de acordo? (Um abraço para si, Paulo)

Esclarecida, suponho, esta suposta divergência que tem, efectivamente, importância, coloca-se a questão da intervenção jurídica que já equacionei e que volto a referi-la:

Alguns outros (ou os mesmos) Companheiros Autocaravanistas, muitos que até não estão inscritos em nenhum Clube, consideram que o recurso aos tribunais deve ser da responsabilidade das associações de autocaravanistas, esquecendo (?) que eles o podem fazer individualmente.

O recurso aos tribunais para dirimir este tipo de abusos é moroso ao ponto de prever que com eventuais recursos possa ter uma sentença ao fim de uns longos anos. Poderão passar dois ou três mandatos das Direcções das entidades que recorressem aos tribunais e sem garantia de uma sentença satisfatória para os autocaravanistas.

Também o acesso aos tribunais implica custos, não só de advogado, como de custas do processo, que pode ser bastante elevado para permitir recurso, pelo menos até à Relação e a maioria das associações vocacionadas para o autocaravanismo não têm capacidade financeira para o fazer. E as que têm capacidade financeira poderão ter que se preocupar com a situação económica das respectivas associações relativamente a um futuro próximo.

Não me parece, nestas circunstâncias, que a questão possa vir a ser resolvida juridicamente. A não ser que, no seio do Movimento Autocaravanista, haja algum advogado disponível para, sem honorários, levar esta questão à barra dos tribunais.


1 - A realidade da justiça em Portugal é muito diferente da realidade da justiça em França.

2 – Não é hábito em Portugal as pessoas mobilizarem-se para situações que podem ou não vir a verificar-se a médio prazo, pelo que não parece que os vendedores de autocaravanas se disponibilizem para suportar financeiramente os custos de um processo que será moroso e, muito menos nos dois ou três anos (estou a ser optimista) em que a “crise” esteja instalada. Recordemos a notícia televisiva de hoje que é peremptória em informar a diminuição preocupante das vendas de automóveis e façamos alguma analogia com as autocaravanas, cujas vendas das novas diminuiu significativamente.

3 – Uma outra hipótese seria constituir um fundo de apoio jurídico com base em donativos dos autocaravanistas?


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Mensagempor Papa Léguas » terça Oct 04, 2011 10:37 am

Saúde para todos


Algumas vezes, o que é escrito não obrigaria a nenhum comentário, que é o meu procedimento frequente, contudo, quando são emitidas opiniões que podem influenciar os que não aprofundam os problemas (?) do autocaravanismo ou se quem as profere é pessoa que merece a atenção dos leitores, há que vir ao terreiro, se necessário, dizer de minha justiça.

A temática “autocaravanismo” é demasiado extensa para que num só texto se possa inserir tudo o que ao autocaravanismo respeite, bem como o pensamento de quem escreve.

Tenho por hábito, um bom hábito, quando escrevo sobre o pensamento de alguém procurar informar-me para que melhor escreva e para não cometer nenhuma injustiça, nomeadamente atribuindo a outrem intenções que não teve. Por vezes, mais vezes do que desejaria, infelizmente, não consigo.

spinto Escreveu:Ao ler o que o companheiro papa-leguas escreveu, só me apetece dizer que não adianta haver associações ou pertencer ás associações, isto porque:


O meu pensamento sobre o que é dito está num trecho escrito em 26 de Setembro de 2011 no tópico “Declaração de Princípios” e que pode ser acedido neste endereço:

http://www.campingcarportugal.com/forum ... php?t=3826

Para permitir ao leitor uma maior comodidade transcrevo o que escrevi e que é o meu pensamento:

Nos anos anteriores a 2010 eram muitos os Companheiros Autocaravanistas que neste e noutros Fóruns, em blogues e em tertúlias, defendiam muitas das ideias referidas na Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade.

Sem questionar o direito, o interesse e até a necessidade, de os cidadãos individualmente considerados se expressarem, é uma evidência que as intervenções individuais, por si só, não alteram o “status quo”, sem prejuízo, contudo, de contribuírem para a formação de opiniões que progressivamente vão mudando mentalidades.

São grupos de cidadãos organizados das mais diversas formas e que levam uma ideia para a respectiva organização que, depois, a vem a assumir, a difundir e, assim, a ideia assume um peso muito mais elevado e credível, que de outra forma não teria, quando expressa isoladamente por um cidadão.

No que é dito no parágrafo anterior reside, também, a importância do associativismo. No que é dito e no que, algumas vezes, terão dito utentes deste e de outros Fóruns, apelando às associações para levarem a cabo acções neste e naquele sentido. Ao fazê-lo reconhecem a necessidade da existência de associações, reconhecem que é nas associações que está a representatividade do autocaravanismo, reconhecem que é através da intervenção das associações que se podem alcançar objectivos que melhorem a prática do autocaravanismo, mas, contraditoriamente com o que expressam, muitos são os que não estão inscritos em qualquer associação ou, mesmo que inscritos, não contribuem para a formação da vontade colectiva através de uma participação activa.


spinto Escreveu:Nunca intervi em questões que considero infelizmente politicas, tenho vindo a notar (posso estar enganado) que as associações pouco fazem ou pouco podem fazer, fico no entanto preocupado pois quem está filiado não tem direitos quase nenhuns ou poucos mais tem do que quem não está filiado (é o meu caso).


Estas afirmações são recorrentes, nomeadamente entre os que não estão inscritos em nenhuma associação autocaravanista. O meu pensamento sobre este assunto pode ser lido no último parágrafo do meu trecho acima transcrito.

Não fora a adjectivação de infeliz à política e teria terminado a minha intervenção.

A política é algo que acompanha o Homem ao longo dos tempos e é através da política que são definidos os nossos Sistemas de Saúde, a forma e a definição em que a Educação se processa, o direito à Habitação, a regulamentação do Trabalho, etc, etc, etc… enfim, quase todas as actividades do Homem.

A intervenção política de todos os cidadãos, no âmbito das suas possibilidades, é um direito e um dever. Abdicar dessa intervenção é entregar aos outros as decisões sobre a nossa vida. Mas, muito importante, não confundir intervenção política com intervenção partidária.

É bom que se diga que as intervenções neste Fórum no Quadro “Autocaravanismo” são, quer se queira, quer não se queira, intervenções políticas. Ao intervir-se no tópico sobre “Proibição de Autocaravanismo em Caminha”, que é uma medida política, estamos a fazer política.

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Mensagempor spinto » terça Oct 04, 2011 11:28 am

Companheiro papa-leguas, sem querer entrar em picardias pois só estariamos aqui a prejudicar o site, afirmo tudo o que disse até porque:

- sei o que é politica há muitos anos e o poder que ela tem e o que pode proporcionar a muita gente, e ao dizer que não há conflito de interesses entre associações ou federações por questões até de protagonismo é o 1ºpasso para nunca se desenvolverem as causas que deveriam estar na origem das mesmas.

- obviamente que não estou filiado, até porque é opinião geral que anda tudo "aos tiros", ou seja, ninguém se entende.

- está escrito o que mencionou, como a falta de soluções ou acordos, ser demorado e caro recorrer á justiça para as associações (fala que pode demorar 2 ou 3 mandatos), então pergunto e então para particulares?

- fala que as pessoas devem individualmente questionar as entidades, então pergunto, se as autoridades fazem das associações "uns merdas" (desculpando o termo) porque não ligam nada ao que dizem, agora diga-me o que me faziam a mim ou outro companheiro. Acho que certo tipo de associativismos só serve para encher o bolsos de alguns.
Dou-lhe um exemplo: estive semanas para ser aprovado o meu registo em determinado forum. fiz alguns telefonemas nas horas mencionadas e nunca fui atendido por ninguém. Onde estavam as pessoas?

- Acho que um dos problemas da sociedade que fala, é que muita gente tenta associar-se por interesses proprios, e como eu não tenho interesse proprio não me associo.

- As associações não vão para a frente com determinadas causas porque dá trabalho, ok tudo bem, então porque é que estão á frente das associações e porque é que os sócios contribuem? As associações não são só para organizar meia-duzia de tainadas por ano.

Peço desculpa aos moderadores e companheiros por me ter desviado do assunto do tópico e mais não voltarei a comentar papeis de associações ou temas que não acrescentem nada de novo ao tema do assunto criado.

Peço novamente desculpa se ofendi alguem.

saudações
Por onde quer que passe, o Autocaravanista que se preze deixa sempre o local melhor do que o encontrou !!!!!
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Mensagempor fluis » terça Oct 04, 2011 11:39 am

Boa tarde,

Este fórum é, efectivamente, livre, desde que se cumpram as regras pelas quais se rege o seu funcionamento, as quais são de leitura obrigatória e não opcional. Podemos, no entanto, e de novo, relembrar algumas delas:
forum_admin Escreveu:
7. Este fórum é um espaço livre para trocas de ideias e opiniões. Ninguém é obrigado a estar de acordo com ninguém, mas apreciamos as pessoas que se exprimem polidamente e sem agressividade.

19. Da mesma forma é aconselhável que evitem entrar em “dialogo directo”, contribuindo por um lado para a diminuição de uma série de mensagens que só interessarão aos visados, por outro também se diminui a possibilidade de ocorrência de mal-entendidos entre os intervenientes. Usem para o efeito as MP ou o e-mail.

21.As decisões e tomadas de posição dos Moderadores, não serão alvos de discussão pública. Se não estiver de acordo com alguma acção da Equipa de Moderação, deverá dirigir uma Mensagem Privada, dando conta do motivo porque não concorda.

24. Com este conjunto de regras pretende-se cobrir um vasto número de situações, no entanto não é possível prever tudo. Como tal, para todas as situações não previstas por estas regras, a equipa de moderação reserva-se o direito de tomar as medidas que entender necessárias para assegurar o bom funcionamento do fórum.



Como no CampingCar Portugal prezamos muito o relacionamento com todas as entidade relacionadas com o autocaravanismo, volto a afirmar, e para que fique claro, que concordo com uma acção conjunta entre quem assinou a declaração de princípios, o que já foi feito para o caso de Portimão, mas que também acredito no resultado das acções efectuadas pelas restantes entidades que não assinaram a referida declaração de prinicipios.

Sou mais dado à matemática do que à filosofia, ou seja prefiro perceber objectivamente porque é que a ponte caiu, do que filosofar sobre a sua queda, mas vou abrir uma excepção e deixar aqui uma frase:

O mais valioso de todos os talentos é aquele de nunca usar duas palavras quando uma basta. (Thomas Jefferson)
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Mensagempor ECosta » terça Oct 04, 2011 5:08 pm

spinto Escreveu:Companheiro papa-leguas, sem querer entrar em picardias pois só estariamos aqui a prejudicar o site, afirmo tudo o que disse até porque:

- sei o que é politica há muitos anos e o poder que ela tem e o que pode proporcionar a muita gente, e ao dizer que não há conflito de interesses entre associações ou federações por questões até de protagonismo é o 1ºpasso para nunca se desenvolverem as causas que deveriam estar na origem das mesmas.

- obviamente que não estou filiado, até porque é opinião geral que anda tudo "aos tiros", ou seja, ninguém se entende.

- está escrito o que mencionou, como a falta de soluções ou acordos, ser demorado e caro recorrer á justiça para as associações (fala que pode demorar 2 ou 3 mandatos), então pergunto e então para particulares?

- fala que as pessoas devem individualmente questionar as entidades, então pergunto, se as autoridades fazem das associações "uns merdas" (desculpando o termo) porque não ligam nada ao que dizem, agora diga-me o que me faziam a mim ou outro companheiro. Acho que certo tipo de associativismos só serve para encher o bolsos de alguns.
Dou-lhe um exemplo: estive semanas para ser aprovado o meu registo em determinado forum. fiz alguns telefonemas nas horas mencionadas e nunca fui atendido por ninguém. Onde estavam as pessoas?

- Acho que um dos problemas da sociedade que fala, é que muita gente tenta associar-se por interesses proprios, e como eu não tenho interesse proprio não me associo.

- As associações não vão para a frente com determinadas causas porque dá trabalho, ok tudo bem, então porque é que estão á frente das associações e porque é que os sócios contribuem? As associações não são só para organizar meia-duzia de tainadas por ano.

Peço desculpa aos moderadores e companheiros por me ter desviado do assunto do tópico e mais não voltarei a comentar papeis de associações ou temas que não acrescentem nada de novo ao tema do assunto criado.

Peço novamente desculpa se ofendi alguem.

saudações


Companheiros, é muito importante que os clubes, as pessoas e as federações, não procurem protagonismos ou corridas competitivas para ver quem chega primeiro aos lugares do pódio.
Na actualidade, é preciso união, muita união, estamos no mesmo barco, ou nos salvamos todos, (equipagem, passageiros e outros), ou afundamo-nos todos.
Se naufragar-mos morremos e depois?!
È necessário um dialogo entre todos os intervenientes, clubes de campismo, de auto-caravanismo, autarquias, sectores do turismo e autoridades fiscalizadoras.
Para terminar, informo que a interdição de estacionamento às auto caravanas no concelho de caminha, (legal ou não, é outra questão), está aplicada nos parques de estacionamento de Vila Praia de Ancora, nos restantes lugares do concelho tudo bem, (desde que não tenham comportamentos de campismo, cunhas ou estabilizadores nas rodas, vidros basculantes ou toldes abertos, mesas e cadeiras no exterior, roupas a secar no exterior).
Os argumentos que a câmara municipal evoca, não correspondem no seu todo á realidade, Mas, mas, etc!

Pincos
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