Saúde Para todos.
Companheiro Autocaravanista Henrique Fernandes,
Não é meu hábito, como já aqui o disse, responder directamente a quem quer que seja e, quando o faço, é por o meu interlocutor me merecer consideração suficiente, independentemente de as ideias que esse interlocutor divulga serem ou não da minha concordância.
Afirmou o Companheiro Autocaravanista Henrique Fernandes, dirigindo-se-me, que “
Ao contrário do que afirmou, eu não considerei que o «ideal autocaravanista» tem um significado idêntico ao «ideal de um autocaravanista»”.
O Companheiro Autocaravanista Henrique Fernandes, num tópico sobre “
Ideal autocaravanista! O que é?”, ao escrever que “
O ideal autocaravanista também tem disto: «It was good to see so many aires for motorhomes, that made travelling in Portugal much easier than in Spain»”, exprimindo a opinião de uma pessoa, está, obviamente, mesmo que não fosse essa a sua intenção, a dar um significado idêntico ao de um conceito colectivo.
Estamos, porém, completa e totalmente de acordo que é
“(…) de bom tom respeitar incondicionalmente o «ideal de um autocaravanista», seja ele qual for, estrangeiro ou não, uma vez que nas questões de consciência o número não manda coisa nenhuma.” Nem, aliás, outra coisa seria possível. Respeitar as ideias dos outros não pode, também, significar, que com elas estejamos de acordo. Muito principalmente quando não são aduzidas razões objectivas que demonstrem que existem melhores meios em Portugal do que em Espanha para a prática do Autocaravanismo Itinerante.
E, uma vez mais, estou de acordo quando diz que a
“(…) proliferação de meios (leia-se, áreas de serviço) permite, de facto e pelo contrário, novamente apenas na minha humilde opinião, uma mais fácil concretização de turismo em autocaravana, SOBRETUDO FORA DOS PARQUES DE CAMPISMO”.
E estou de acordo, até porque em nenhum momento afirmei que assim não era. O que disse, e repito, foi que argumentar que “
a proliferação de meios que permitem, em Portugal, uma mais fácil concretização de turismo em autocaravana, do que em Espanha é… Estranho?”. Se ler melhor, verificará que faço uma comparação entre os meios que existem em Portugal e em Espanha para discordar da afirmação do autocaravanista inglês. Quero acreditar que esta sua interpretação se deveu a ter, como algumas vezes eu próprio faço, lido o meu texto em diagonal.
Quero, no entanto, dar uma interpretação ao facto de o Companheiro Autocaravanista Henrique Fernandes ter escrito em maiúsculas, um trecho, na sua frase que acima transcrevo,
“(…) SOBRETUDO FORA DOS PARQUES DE CAMPISMO”, na medida em que ela (frase em maiúsculas) pressupõe (ou pode pressupor) que eu defendo que o turismo em autocaravana se deve fazer com o apoio exclusivo ou preferencial de Parques de Campismo.
Para além de não “diabolizar” os Parques de Campismo e/ou os Parques de Campismo exclusivos para Autocaravanas (muito elogiados – e bem – neste mesmo Fórum, mas que não deixam de ser Parques de Campismo) considero, como já aqui disse também neste Fórum, que os Parques de Campismo são um meio e não um fim em si mesmos. Portanto, tentar “colar-me” (se essa for a sua intenção) aos Parques de Campismo e, consequentemente, ao campismo, criando uma divisão entre mau e bom, entre o campismo (que é mau) e o autocaravanismo (que é bom), não me irá demover dos meus propósitos e, estrategicamente, não conduz a nada.
Permita-me que lhe agradeça o elogio, algo exagerado, que me faz ao qualificar-me
“(…) noutros aspectos da vida do nosso país um grande lutador (…)” e lhe retribua ao reconhecer, também noutros aspectos, a contribuição que deu e dá, dentro e fora do nosso País, pela justiça, defesa e auxílio dos que mais sofrem, mesmo que, como acontece com todos os que defendem causas, com prejuízo das suas “vidas pessoais”.
Quero terminar transcrevendo uma opinião do Companheiro Autocaravanista Paulo, moderador deste Fórum, com que concordo
quase plenamente e que deveria, com as necessária adaptações à universalidade da ideia, estar em local de destaque:
“
Em face deste tipo de troca de ideias, penso que não deverá haver nenhum mau estar entre os parcticipantes, pois os temas são apresentados e comentados consoante o entendimento de cada um. Não é de esperar a formulação de acordos ou tratados.
São temas que tocam esta actividade turística, e os seus adeptos, pelo que a discussão com elevação é salutar e leva a conclusões. Em meu ver, foi o que aconteceu ao longo destes últimos dias neste tópico.
É claro que não é nos fóruns ou outros locais de encontro virtual que iremos decidir o futuro, no entanto, o encontro frequente fora destes espaços é algo impossível, pelo que deveremos aproveitar as plataformas que temos à nossa disposição para debatermos todos os temas, incluindo estes de carácter mais estratégico ou conceptual.”
Quando digo que concordo “
quase” reporto-me à afirmação em que o Companheiro Autocaravanista Paulo afirma que
“(…) o encontro frequente fora destes espaços é algo impossível (…)”, pois tenho, para mim, a esperança e a convicção que, sendo aprovado em Assembleia Geral o Plano de Actividades para 2012 do Clube Português de Autocaravanas (
http://cpa-autocaravanas.com/forum/index.php/topic,2340.0.html), se venha a concretizar a seguinte parte do Plano de Actividades que o CPA irá propor para aprovação:
“
Plataforma de Unidade
A disponibilidade para, como já foi proposto por duas vezes em 2011, ser promovida uma Reunião Magna de todos os Clubes essencialmente vocacionados para o autocaravanismo, sem Ordem de Trabalhos, de que não resultará qualquer deliberação que não seja aprovada por unanimidade.”
Iremos, pois, no ano 2012, ter a demonstração cabal de quem quer a unidade, de quem luta e se esforça por a conseguir, e de quem só a apregoa, porque, como eu já disse, “
É extremamente fácil falar de unidade em abstracto, é bonito e politicamente correcto; o difícil é contribuir para essa mesma unidade cuja construção se tem que fazer em torno de questões concretas alicerçadas em princípios.”
Aceite as minhas Lisboetas e também sinceras saudações e, para todos
Saudações Autocaravanistas