Ideal autocaravanista! O que é?

Zona para discussão de ideias, esclarecimento de dúvidas e apresentação de propostas sobre o autocaravanismo.

Mensagempor Papa Léguas » segunda nov 07, 2011 1:45 pm

Considerar que o “ideal autocaravanista” tem um significado idêntico ao “ideal de um autocaravanista”, argumentando-se com a proliferação de meios que permitem, em Portugal, uma mais fácil concretização de turismo em autocaravana, do que em Espanha é… Estranho?

É evidente que com base na opinião de um cidadão Britânico não se pode deduzir que os meios disponíveis para viajar em autocaravana são melhores em Espanha do que em Portugal, independentemente de, como português, sentir o meu ego acariciado. Relativamente ao Estado Espanhol considero, por ser uma evidência, que a segurança, para quem viaja, estaciona e pernoita na via pública, é maior em Portugal.

Sobre o Reino Unido tenhamos em consideração que as Áreas de Serviço existem, essencialmente, em Parques de Campismo, em Quintas e em terrenos afectos a, por exemplo, “Pubs” e que o estacionamento de autocaravanas é fortemente condicionado.

(¿) Contudo, será que podemos concluir, pelo que é dito, que a autocaravana é um meio de fazer turismo? (¿) Não se afirma que o “Autocaravanismo é uma modalidade de turismo itinerante” ou, por outras palavras, que a “Autocaravana é um dos meios usado para se fazer turismo”? (¿) E, se assim for, as Áreas de Serviço (que compreendem a Estação de Serviço e um espaço reservado para estacionamento de autocaravanas), e, porque não, também os Parques de Campismo, não são meios de apoio ao Autocaravanismo entendido como uma modalidade de turismo itinerante?

(¿) O autocaravanismo, não sendo um fim em si mesmo, permite que se venha a definir um “ideal autocaravanista”?

Talvez, agora, com mais serenidade, não fazendo juízos de valor sobre os mensageiros, possamos ler intensamente tudo o que sobre este tema se escreveu, aprofundando as ideias para além dos “clubismos”.

As minhas ideias sobre o Autocaravanismo não se alteraram no que, no essencial, afirmava há uns 3 ou 4 anos, mas não ficaram estagnadas. O imobilismo, em tudo na vida, (como bem sabem os médicos,) é a antecipação da morte.

O Autocaravanismo, como um meio e não como um fim em si mesmo, manter-se-á vivo se o assumirmos sem ideias preconcebidas.
Parar. Parar não paro.
Se a coerência custa caro,
Eu pago o preço.

(Citação livre de Sidónio Muralha)
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Mensagempor Henrique Fernandes » segunda nov 07, 2011 7:47 pm

Companheiro Papa Léguas:
Ao contrário do que afirmou, eu não considerei que o «ideal autocaravanista» tem um significado idêntico ao «ideal de um autocaravanista».
Foi o companheiro quem deduziu tal paralogismo, a meu ver, mal. Mas sempre lhe direi que é, na minha opinião, de bom tom respeitar incondicionalmente o «ideal de um autocaravanista», seja ele qual for, estrangeiro ou não, uma vez que nas questões de consciência o número não manda coisa nenhuma. Aliás, o companheiro, que foi noutros aspectos da vida do nosso país um grande lutador, deve saber melhor do que ninguém que os ideais não se medem a metro nem se pesam ao quilo...
Quanto à «argumentação de que a proliferação de meios que permitem, em Portugal, uma mais fácil concretização de turismo em autocaravana, do que em Espanha é… Estranha», fique sabendo que eu discordo do companheiro. Essa proliferação de meios (leia-se, áreas de serviço) permite, de facto e pelo contrário, novamente apenas na minha humilde opinião, uma mais fácil concretização de turismo em autocaravana, SOBRETUDO FORA DOS PARQUES DE CAMPISMO. E por esta legítima discordância me quedo, já que é inútil ou pouco produtivo, recorrendo à fraseologia médica, "dissecar" outros aspectos da sua legítima intervenção, até porque nalguns deles estou globalmente de acordo consigo.
Ah, fique já agora sabendo, com a propriedade que certamente me reconhecerá, que o imobilismo, em muitas situações da Medicina, até salva muitas vidas, ao contrário de uma certa agitação inútil e perigosa...
Aceite as minhas gardingas e sinceras saudações
Editado pela última vez por Henrique Fernandes em segunda nov 07, 2011 8:55 pm, num total de 1 vez.
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Mensagempor António Esteves » segunda nov 07, 2011 8:46 pm

Deixem-me fazer só uma pergunta:
O companheiro Papa léguas não necessita de fazer a sua apresentação?
Mais concretamente qual o seu local de origem?
Um abraço
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Mensagempor Papa Léguas » domingo nov 13, 2011 3:47 pm

Saúde Para todos.

Companheiro Autocaravanista Henrique Fernandes,

Não é meu hábito, como já aqui o disse, responder directamente a quem quer que seja e, quando o faço, é por o meu interlocutor me merecer consideração suficiente, independentemente de as ideias que esse interlocutor divulga serem ou não da minha concordância.

Afirmou o Companheiro Autocaravanista Henrique Fernandes, dirigindo-se-me, que “Ao contrário do que afirmou, eu não considerei que o «ideal autocaravanista» tem um significado idêntico ao «ideal de um autocaravanista»”.

O Companheiro Autocaravanista Henrique Fernandes, num tópico sobre “Ideal autocaravanista! O que é?”, ao escrever que “O ideal autocaravanista também tem disto: «It was good to see so many aires for motorhomes, that made travelling in Portugal much easier than in Spain»”, exprimindo a opinião de uma pessoa, está, obviamente, mesmo que não fosse essa a sua intenção, a dar um significado idêntico ao de um conceito colectivo.

Estamos, porém, completa e totalmente de acordo que é “(…) de bom tom respeitar incondicionalmente o «ideal de um autocaravanista», seja ele qual for, estrangeiro ou não, uma vez que nas questões de consciência o número não manda coisa nenhuma.” Nem, aliás, outra coisa seria possível. Respeitar as ideias dos outros não pode, também, significar, que com elas estejamos de acordo. Muito principalmente quando não são aduzidas razões objectivas que demonstrem que existem melhores meios em Portugal do que em Espanha para a prática do Autocaravanismo Itinerante.

E, uma vez mais, estou de acordo quando diz que a “(…) proliferação de meios (leia-se, áreas de serviço) permite, de facto e pelo contrário, novamente apenas na minha humilde opinião, uma mais fácil concretização de turismo em autocaravana, SOBRETUDO FORA DOS PARQUES DE CAMPISMO”.

E estou de acordo, até porque em nenhum momento afirmei que assim não era. O que disse, e repito, foi que argumentar que “a proliferação de meios que permitem, em Portugal, uma mais fácil concretização de turismo em autocaravana, do que em Espanha é… Estranho?”. Se ler melhor, verificará que faço uma comparação entre os meios que existem em Portugal e em Espanha para discordar da afirmação do autocaravanista inglês. Quero acreditar que esta sua interpretação se deveu a ter, como algumas vezes eu próprio faço, lido o meu texto em diagonal.

Quero, no entanto, dar uma interpretação ao facto de o Companheiro Autocaravanista Henrique Fernandes ter escrito em maiúsculas, um trecho, na sua frase que acima transcrevo, “(…) SOBRETUDO FORA DOS PARQUES DE CAMPISMO”, na medida em que ela (frase em maiúsculas) pressupõe (ou pode pressupor) que eu defendo que o turismo em autocaravana se deve fazer com o apoio exclusivo ou preferencial de Parques de Campismo.

Para além de não “diabolizar” os Parques de Campismo e/ou os Parques de Campismo exclusivos para Autocaravanas (muito elogiados – e bem – neste mesmo Fórum, mas que não deixam de ser Parques de Campismo) considero, como já aqui disse também neste Fórum, que os Parques de Campismo são um meio e não um fim em si mesmos. Portanto, tentar “colar-me” (se essa for a sua intenção) aos Parques de Campismo e, consequentemente, ao campismo, criando uma divisão entre mau e bom, entre o campismo (que é mau) e o autocaravanismo (que é bom), não me irá demover dos meus propósitos e, estrategicamente, não conduz a nada.

Permita-me que lhe agradeça o elogio, algo exagerado, que me faz ao qualificar-me “(…) noutros aspectos da vida do nosso país um grande lutador (…)” e lhe retribua ao reconhecer, também noutros aspectos, a contribuição que deu e dá, dentro e fora do nosso País, pela justiça, defesa e auxílio dos que mais sofrem, mesmo que, como acontece com todos os que defendem causas, com prejuízo das suas “vidas pessoais”.

Quero terminar transcrevendo uma opinião do Companheiro Autocaravanista Paulo, moderador deste Fórum, com que concordo quase plenamente e que deveria, com as necessária adaptações à universalidade da ideia, estar em local de destaque:

Em face deste tipo de troca de ideias, penso que não deverá haver nenhum mau estar entre os parcticipantes, pois os temas são apresentados e comentados consoante o entendimento de cada um. Não é de esperar a formulação de acordos ou tratados.

São temas que tocam esta actividade turística, e os seus adeptos, pelo que a discussão com elevação é salutar e leva a conclusões. Em meu ver, foi o que aconteceu ao longo destes últimos dias neste tópico.

É claro que não é nos fóruns ou outros locais de encontro virtual que iremos decidir o futuro, no entanto, o encontro frequente fora destes espaços é algo impossível, pelo que deveremos aproveitar as plataformas que temos à nossa disposição para debatermos todos os temas, incluindo estes de carácter mais estratégico ou conceptual.


Quando digo que concordo “quase” reporto-me à afirmação em que o Companheiro Autocaravanista Paulo afirma que “(…) o encontro frequente fora destes espaços é algo impossível (…)”, pois tenho, para mim, a esperança e a convicção que, sendo aprovado em Assembleia Geral o Plano de Actividades para 2012 do Clube Português de Autocaravanas (http://cpa-autocaravanas.com/forum/index.php/topic,2340.0.html), se venha a concretizar a seguinte parte do Plano de Actividades que o CPA irá propor para aprovação:

Plataforma de Unidade
A disponibilidade para, como já foi proposto por duas vezes em 2011, ser promovida uma Reunião Magna de todos os Clubes essencialmente vocacionados para o autocaravanismo, sem Ordem de Trabalhos, de que não resultará qualquer deliberação que não seja aprovada por unanimidade.


Iremos, pois, no ano 2012, ter a demonstração cabal de quem quer a unidade, de quem luta e se esforça por a conseguir, e de quem só a apregoa, porque, como eu já disse, “É extremamente fácil falar de unidade em abstracto, é bonito e politicamente correcto; o difícil é contribuir para essa mesma unidade cuja construção se tem que fazer em torno de questões concretas alicerçadas em princípios.”

Aceite as minhas Lisboetas e também sinceras saudações e, para todos

Saudações Autocaravanistas
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Se a coerência custa caro,
Eu pago o preço.

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