por caraujo » quarta mar 23, 2011 5:49 pm
Boa tarde a todos e em particular à Ana Pressler,
Pois também eu tenho uma história engraçada sobre este assunto das pernoitas nas autoestradas da Brisa (não sei se o mesmo se passa nas outras).
Um belo dia, vinha do Porto para Lisboa, e para ser mais rápido...maldito pensamento...fui pela A1.
A meio caminho arrebentou-me um dos pneus de trás. Depois de ter uma luta heroica com a viatura, para a conseguir imobilizar e como a tive que encostar em zona perigosa e com muita falta de espaço para fazer uma mudança segura do pneu, resolvi esperar pela ajuda da assistência Brisa. Desta forma eles podia sinalizar devidamente a via e usar um daqueles macacos hidraulicos grandes, facilitando assim a troca.
O carro da assistência chegou, prontificou-se em sinalizar e usar o dito cujo macaco, mas ao tirar o pneu suplente o técnico concluiu que este não estava em condições de ser usado, por haver uma deficiência na vávula e que depois de colocar o pneu iria originar uma fuga de ar...ficando, se o colocasse, novamente imobilizado. Como o pneu suplente não estava vazio, mas sim tinha um problema, safei-me à multa (segundo ele, não percebi muito bem porquê) e que neste caso era melhor pedir a assistência em viagem.
Assim fiz, e adivinhem, o relógio continuava a andar, sem parar, maldito relógio.
Esperei, esperei e apesar de ter avisado a companhia de segura, que se tratava de uma AC, lá me apareceu um camião, que não tinha capacidade de me puxar a AC para cima, pois se tal fizesse, teria que lá deixar no chão o meu para choques traseiro...acabadinho de ser substituído.
O senhor do pronto socorro, foi impecável e logo desmontou o pneu rebetado, tirou o suplente e disse-me para ir com ele, pois na sua oficina tinha algum equipamento para desmontar pneus e ia tentar fazer das duas rodas uma, aproveitando a vávula do arrebentado e usando o pneu do suplente.
Foi a noite toda nisto, quando finalmente estava pronto para arrancar, eram umas 4 da madrugada...onde iam as 6 horas...
Estava tão cansado que tive que parar numa área de serviço e depois de descansar uma horas lá segui viagem.
Cheguei ao fim de muitas horas à saída de Alverca e lá me aconteceu o inevitável: "o seu título de entrada não está válido por terem passado XXX horas e vai ter que pagar o dobro"...não aceitei!
Disse-lhe o que se tinha passado e perguntáram-me se tinha provas e eu disse-lhes que eram fáceis de obter, era só eles ligarem para a sua assistência em viagem da Brisa e logo tinham a prova...o que claro que se recusaram a fazer.
O portageiro disse-me então para não me preocupar, ia ficar com o meu título e que me passava uma guia, e que depois iria ser enviado para minha casa a factura para o pagamento!!!
Recebi a guia e segui viagem...mas à boa maneira Portuguesa isto não ficou por aqui, pois meses mais tarde recebi a carta com aviso de recepção com uma intimidação, do estilo ou paga 2x mais despesas, ou segue para tribunal.
Tive que perder uma tarde de trabalho e ir à Brisa Oeiras para explicar tudo de novo e que me recusava a provar algo que eles têm obrigação de saber, pois até tinha assinado uma ficha de serviço da assistência em viagem da Brisa, logo era tudo uma questão de cruzarem informação disponível à empresa, outra questão e que me deu vontade de rir, era que eu tinha que ter o título de entrada na autoestrada comigo, para fazer uma exposição do assunto e o colocar em anexo, isto apesar de lhes dizer não sei quantas vezes que o portageiro ficou com ele.
Fiz uma exposição sobre o assunto e lá aceitaram o pagamento da viagem simples e até hoje nada mais disseram.
Não é fácil a vida de alguém que anda por aí fora em bem...por certo que tivesse feito algo de errado e por mal, não tinha tido tantas chatices.
Conclusão, se tiverem que ficar mais de 6 horas por problemas técnicos devem guardar cópias de tudo o que assinarem, para assim haver prova fácil do que nos aconteceu, caso contrário...é uma trapalhada.
Um abraço,
Carlos Araújo
Andrade Rigel 740