O que se lê na imprensa!

Assuntos gerais relacionados com autocaravanismo.

O que se lê na imprensa!

Mensagempor time_out » quarta ago 18, 2010 7:20 am

Aveiro: As estradas são para os carros os passeios para as pessoas

Caravanistas preferem o Parque de São Roque pela sua centralidade e gratuidade, mas nem sempre estacionam de forma mais correcta. As queixas sobem de tom no Verão

O caravanismo é uma actividade crescente em Portugal: cresce o número de adeptos, o investimento em viaturas e equipamentos associados é cada vez mais elevado e os municípios vão “piscando o olho” a este segmento turístico criando espaços próprios para o estacionamento e até pernoita de caravanas.
Aveiro não foge à regra. É ponto de paragem obrigatório para centenas de caravanistas e a Câmara Municipal criou recentemente uma estação de serviço para autocaravanas, junto ao Clube dos Galitos. Uma zona sinalizada, onde é possível proceder a despejos e lavagens, permanecer até 48 horas, desfrutar de zona de estacionamento com sombras e até aceder a uma pista ciclável. Contudo, e apesar destas condições, o parque de estacionamento no Parque de São Roque, ao lado da A25 e Canal de São Roque, continua a ser o ponto de paragem preferencial desta comunidade andante, pela sua centralidade e gratuidade.
(Ler artigo completo na edição em papel)

Artigo de Sandra Simões "in Diário de Aveiro"
http://www.diarioaveiro.pt/main.php?srvacr=pages_13&mode=public&template=frontoffice&layout=layout&id_page=8631
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Mensagempor Paulo » quarta ago 18, 2010 8:46 am

Bom dia,

Quando efectuámos a proposta à CM Aveiro, o ponto apontado por nós para esta AS foi o Canal de São Roque. No entanto este local foi de imediato "negado", devido a situações associadas ao POLIS.

Como alternativa foi-nos colocado o Clube dos Galitos. A distânca ao centro está dentro daquilo que frequentemente encontramos no estrangeiro, com a vantagem de ter um percurso plano numa zona verde, e uma pista ciclável..

Abraço,
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Mensagempor Mcas » sexta ago 20, 2010 10:53 pm

Ora vivam!
A propósito do artigo do Diário de Aveiro (DA), que tenho aqui à minha frente...
O assunto mereceu destaque na primeira página, com fotografia a ocupar uma parte significativa, cerca de um quarto. O título é "Caravanistas criticados por estacionamento abusivo" e a imagem mostra uma AC francesa com um atrelado que transporta uma moto de grande cilindrada e que invade (corta) o passeio destinado à prática de "footing" e "jogging e pista ciclável. Ou seja, o conjunto atrelado e AC deve ultrapassar os 11 metros!!, ocupando a box de estacionamento e as pistas. A legenda desta imagem é elucidativa: "As autocaravanas chegam a passar as três dezenas. Quem por ali passa critica a forma abusia como os caravanistas acupam o espaço". A questão de outros estacionamentos semelhantes tem a ver com o "porte-à-faux" de alguns modelos de AC. O pessoal encosta o rodado ao passeio e o resto vai para cima das pistas. Assim, com esta imagem e estes exemplo quem pode ter uma argumentação credível para contrapor?
Quem conhece o local sabe que é um ponto de concentração de ACs, que preferem esta zona à dos Galitos, apesar da proximidade da A25 e do vai-vem do estacionamento nocturno dos bares e restaurantes.
O artigo em si não é agressivo ou ofensivo ao autocaravanismo e contextualiza razoavelmente a relação deste tipo de turismo com a cidade e com a actualidade deste "fenómeno". Quanto ao resto são desabafos dos vizinho e outros utentes deste espaço em relação aos abusos dos ACs: toldos abertos, piqueniques nas pistas, estacionamento a ocupar 2 ou 3 espaços, enfim, tudo aquilo que NÃO se deveria fazer. E, acrescento eu que passo por lá com frequência, a maior parte das vezes este tipo de estacionamento tem uma nacionalidade...adivinhem. No entanto as pessoas reconhecem que a cidade só tem a ganhar com a presença de (destes) turistas.
O artigo acrescenta que foi contactada a Câmara e que esta pondera pedir a actuação da Polícia Municipal para uma intervenção "a fim de identificar irregularidades e chamar a atenção dos prevaricadores , mas numa perspectiva educativa e não penalizadora" (sic). Também se acrescenta que a CMA não pretende tirar de lá as ACs embora lembre a AS dos Galitos e os serviços que presta.
Temos, portanto, aqui, três pontos a considerar e deles retirar as respectivas ilações: o estacionamento abusivo perturba outros utentes e acrescenta uns pontos à (presente) má imagem dos ACs; a cidade não hostiliza ou marginaliza estes "turistas"; a CMA tem uma atitude tolerante e pró-ACs, que não deveríamos ignorar e, pelo contrário, incentivar junto de quem pretende visitar Aveiro a cumprir as regras básicas de civismo e urbanidade.
"Não importa onde te leva a viagem mas sim o que ela faz de ti." Gonçalo Cadilhe
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Mensagempor Paulo » domingo ago 22, 2010 3:41 pm

Completamente de acordo com tudo o que referes, Mcas!!!!

Abraço,
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In Destak.pt - Passear de casa às costas pelo Minho Verde

Mensagempor time_out » quinta ago 26, 2010 7:21 am

REPORTAGEM | AUTOCARAVANISMO
Passear de casa às costas pelo Minho Verde

25 | 08 | 2010 12.52H
Autocaravanismo pode não ser para todos e pode não ser o modo de fazer férias mais barato, mas é entusiasmante, com um ritmo muito próprio, uma independência única e argumentos de peso para a família. Foi isso que comprovámos num périplo pelo Norte do país, por entre paisagens belas (dá para escolher onde acordar), sabores especiais e… incêndios.
João Tomé | jtome@destak.pt

O mundo do autocaravanismo (um veículo adaptado de forma a ser também casa) ou do caravanismo (uma roulote presa a um automóvel) simboliza um desejo antigo do ser humano: andar com a casa às costas.

Se nos tempos dos nossos antepassados mais longínquos isso significava levar o corpo e umas roupas, com o passar do tempo foram aumentando os utensílios e o desejo de conforto.

Mais do que fazer umas férias com a casa às costas, o caravanismo leva-nos por um desejo antigo de independência que contraria o estilo de férias em casas alugadas e hotéis. Não há horários e pode-se alterar os planos ou o sítio onde se dorme ao sabor do momento.

Itinerário curto pelo Minho
Três noites e três dias pelo Minho era o objectivo traçado para experimentar esse modo de férias, partindo do Porto. O primeiro contacto com a autocaravana é de aprendizagem. Fica-se a saber como tratar dela, ligá-la à electricidade quando parados (em andamento vai carregando automaticamente, alimentando inclusive o frigorífico), como despejar os resíduos (desde os da sanita aos do banho ou do lava-loiças). Parece complicado, mas com a prática torna-se fácil. O aluguer em época alta tem um preço elevado (ronda os 170 ou 180 euros por dia e pode levar quatro pessoas).

O 1º destino foi o Gerês. Com o parque de campismo da Cerdeira cheio, passámos para a opção B, o de Entre Ambos os Rios e ainda bem que o fizemos, já que nessa 1ª noite o da Cerdeira teve de ser evacuado pelos incêndios… os autocaravanistas foram os que se “safaram” melhor.

Com uma vista deslumbrante e no meio da natureza, cedo vimos a solidariedade de dicas e mantimentos entre autocaravanistas. Dentro da casa sobre rodas é possível ter luxos como carregar telemóveis, tomar duche, descansar protegido de mosquitos, dormir e partir sempre que queiramos sem perder tempo.

Uma regra imprescindível que conhecemos da pior maneira: convém fazer tudo para deixar a autocaravana direita, para que o sono tenha mais qualidade (existem apoios para as rodas que podem ser de plástico ou mesmo pedras). Incrível é acordar com vista para o rio Tamente – podemos escolher a vista com que acordamos.

Passeios a pé pelas aldeias (como Froufe) ou pelos trilhos do Gerês, banhos nos muitos riachos da serra, visita ao Lindoso com o castelo e os seus espantosos, antigos e belos espigueiros em granito (para secagem de cereais). Actividades que foram possíveis fazer e que terminaram com um saboroso e barato almoço (abaixo dos 10 euros por pessoa), pela localidade minhota.

Viana, Braga, Guimarães e Penha... num dia
De saída para Viana do Castelo com a casa às costas, deu para parar numa estação de serviço para um lanche e um pequeno descanso e para enfrentar uma dura realidade: os incêndios.

A auto-estrada estava cortada e antes de chegar a Viana vimos uma população em apuros com casas em sério risco e um manto de cinza e fumo negro a inundar o ar – ainda sem a ajuda de bombeiros.

Um cenário assustador e preocupante. Depois de estacionar num parque de Viana do Castelo, deu para passear e experienciar a cidade, inclusive a vista do Santuário de Santa Luzia e saborear os excelentes Jesuítas (bolo regional).

A noite foi passada junto à praia, em Darque perto de outros caravanistas: franceses, espanhóis, alemães, holandeses e portugueses. Existe pouco espaço para espreguiçar ou tomar banho, mas faz parte da experiência que fomenta as conversas entre amigos e familiares, a troca de experiências e menos o telemóvel, internet ou mesmo televisão (embora se possa ter tudo isto à mesma).

Sem planos, decidimos espreitar Barcelos a caminho de Braga e recolher mais uma lição: não se deve entrar nos centros históricos, mais vale deixar a autocaravana num parque e andar mais um pouco. Perdemos uns 10 minutos para passar por uma rua estreita onde havia automóveis mal estacionados.

Já em Braga, uma visita ao novo Estádio da Pedreira permite um lanche descansado e com vista, antes de conhecer o mítico Bom Jesus, onde não faltava um parque repleto de colegas autocaravanistas.

Depois de almoço passagem por Guimarães e a melhor decisão da viagem: em vez de ir para o Parque Biológico de Gaia, mais distante, ficámos num belo e barato parque de campismo da zona, o da Penha – com piscina, internet e vista sobre toda a cidade.

O caminho até ao cume da serra não foi fácil, mas os bons petiscos, a beleza natural e o por do sol valeu a pena. Uma viagem curta mas repleta de experiências e convívio graças a um modo diferente de passear.

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A SABER

Os preparativos
Vassoura, mesa montável, cadeiras para um piquenique ao ar livre por baixo do toldo (embora a caravana também tenha mesa e cadeiras no seu interior) e depois quem quer pode levar microondas (já existe fogão), ou outros acrescentos da preferência de cada um.

O aluguer (ou compra)
A compra de uma caravana ou autocaravana nova pode oscilar entre os 9 mil e os 75 mil euros, dependendo do luxo e do tamanho. Existem em segunda mão desde os três mil euros. O aluguer para quatro pessoas oscila entre os 70 euros por noite e os 180, dependendo da época do aluguer.

Os locais onde ficar
Existem áreas de serviço de boa qualidade e parques de estacionamento que permitem a pernoita da caravanas, inclusive alguns com vista para a praia – o Alentejo tem muitos deste tipo. Os parques de campismo são uma das opção mais seguras e com extras, como piscina ou internet wifi (paga-se uma média de 10 euros por noite por autocaravana).

O andamento em estrada
É um veículo grande, mas não é preciso carta especial. O tamanho obriga a ter atenção às indicações sobre limites de altura, a não pensar em parques subterrâneos e a viajar com a calma que as férias merecem – nada de movimentos bruscos. O consumo é mais elevado do que um automóvel mas conduzindo devagar a diferença não é muita. Entrar nas zonas históricas não é aconselhável e há que ter nos retrovisores bons amigos.

O Destak viajou a convite da Campinanda.

O site sobre autocaravanismo com informação mais completa:
CampingCar

in Destak.pt
Pode ler o original em: http://www.destak.pt/artigo/73356-passear-de-casa-as-costas-pelo-minho-verde
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Divulgação de Boas Notícias

Mensagempor josegon_calves » quinta ago 26, 2010 7:53 am

Bom dia Companheiro time_out,

Partilho da sua iniciativa de divulgar as BOAS Notícias que ao Autocaravanismo digam respeito e desprezar consequentemente todos os que comentam apenas por comentar sem qualquer fundamentação ou até conhecimento de causa.

Creio ser esse um dos caminhos a seguir.

Desprezar o que não presta.

Dar valor ao que interessa.

Um abraço
Até sempre,
José Gonçalves
(Guimarães)

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Mensagempor cookie » quinta ago 26, 2010 10:29 am

concordo.

e aqui tb tenho que louvar a atitude da campinanda pois julgo que assim é possível trazer alguma luz a este tema - dentro da comunicação social.
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Mensagempor spinto » quinta ago 26, 2010 1:50 pm

Finalmente algo que só nos elogia, que nos motiva e que deixa uma boa imagem da beleza que é autocaravanismo.

uma reportagem enriquecedora e esclarecedora quanto ao que se deve, pode e onde fazer.
Por onde quer que passe, o Autocaravanista que se preze deixa sempre o local melhor do que o encontrou !!!!!
Sergio Pinto
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Mensagempor Paulo » quinta ago 26, 2010 10:55 pm

Gostei...gostei!!

Ora aqui está um artigo escrito com conhecimento de causa e trabalho de casa feito.

Abraço,
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Mondim acolheu Concentração Internacional de AutoCaravanismo

Mensagempor time_out » sexta set 03, 2010 9:26 am

Mondim acolheu Concentração Internacional de Auto-Caravanismo

Mondim de Basto acolheu, entre os dias 27 e 29 de Agosto, uma concentração internacional de auto-caravanismo que reuniu no largo da feira municipal cerca de 100 veículos e juntou mais de 200 pessoas.

Nos três dias em que decorreu o encontro, os auto-caravanistas tiveram oportunidade de trocar opiniões sobre este modo de viajar e de divulgar o auto-caravanismo como actividade turística de valor reconhecido na ocupação de tempos livres.

A animar o convívio destaca-se a presença do Rancho de Santa Luzia de Vilar de Viando e do Grupo de Concertinas. O passeio pelas Fisgas de Ermelo, a subida ao Alto de Nossa Senhora da Graça e a visita guiada pelo património religioso recuperado da Vila, enriqueceu esta experiência e proporcionou aos visitantes um contacto mais próximo com a população local e com o património cultural e natural de que o concelho é detentor.

Uma iniciativa promovida por dois auto-caravanistas mondinenses, Isaura e José Alves da Cunha, adeptos desta actividade turística, que contou com o apoio logístico da autarquia, que vê nesta prática um poderoso instrumento de promoção turística.

in Sitio Oficial da Camara de Mondin de Basto - http://municipio.mondimdebasto.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=371:mondim-acolheu-concentracao-internacional-de-caravanismo&catid=2:noticias
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