jorgefgoncalves Escreveu:boas,
Caro Artur, eu na minha AC tenho os 6 pneus cheios com azoto, pois o dono da oficina com quem trabalho habitualmente assim que me viu lá a primeira vez com a AC aconselhou-me a retirar todo o ar e encher com azoto pois segundo ele é o que usam nas aeronaves, evitando que o pneu tenha tantas variações de temperaturas, como teria com ar convencional diminuindo assim a probabilidade de rebentamentos e aumentando a duração dos pneus (por vezes aindas temos pneus com bom rasto mas com aspecto ressequido é consequênçia das variações de temperatura), neste tipo de carros AC temos ainda a vantagem, visto estarem muito tempo paradas de se aguentarem muito mais tempo sem perder ar (neste caso azoto), evitando assim os regulares reenchimentos.
Alguns dos contras é que não pudemos misturar o ar com ozoto, para fazer reenchimentos temos de procurar oficina que tenha azoto ou retira-lo e encher o pneu todo de ar.
As oficinas que dão a opção do azoto ao ar normalmente cobram esse serviço.
Com respeito a sua questão de absover melhor as vibrações dos diferentes tipos de piso, francamente não notei diferença nenhuma.
A diferença que notei e que acho significativa vai para 7 meses que tenho o azoto sem precisar de reenchimentos, viagens em pleno verão em estradas espanholas muitos Km seguidos, e tive o cuidado de verificar que o aquecimento nos pneus era quase nulo.
Permitam-me referir alguns pontos.
1 - A vantagem do azoto é a de não variar
a pressão com o aumento da temperatura. A temperatura varia sempre numa proporção semelhante ao do ar (
que é constituído em 70% por azoto). Unica e apenas. Aliás o pneu precisa de trabalhar quente e não frio. Quando de manhã arrancam com carros, motas, autocaravanas e outras coisas lembrem-se que estão a aquecer tudo (motor, travões, suspensão, e pneus).
2 - Assim, se optarem por esta opção deverão encher o pneu com uns psi's acima do recomendado, pois os fabricantes dão a pressão para os pneus cheios com ar, a contar com a variação de pressão daí decorrente (e que deixa de acontecer).
3 - Pelo exposto acima, discordo que após encher o pneu não se possa ver a pressão na bomba. Ao verificarmos a pressão na bomba, a não ser que haja fuga grande de ar que obrigue a grande introdução de ar (e aí convém verificar a valvula), iremos introduzir no pneu uma quantidade mínima de ar, que, na sua constituição é 70% de azoto. Assim serão necessárias muitas revisões de ar, para que a % de azoto no interior do pneu desça para níveis onde a variação de temperatura já faça sentir algum efeito.
Cumprimentos e Boas Curvas.
Ricardo Feliciano