por Henrique Fernandes » terça jan 18, 2011 11:38 am
Companheiros:
Não posso, na circunstância, deixar de trazer ao vosso conhecimento o texto de uma carta que ontem, dia 17, foi remetida pelo Clube Gardingo de Autocaravanas aos presidentes das Câmaras Municipais de Castro Marim e de Vila Real de Santo António.
Deixo aqui apenas a matriz de um dos textos, já que ambos foram construídos de forma similar.
Faço votos para que seja corrigida a situação que envergonha e atinge todos os autocaravanistas cumpridores das mais elementares regras de civismo.
Aproveito também para pedir publicamente desculpa aos companheiros do CCP pela "apropriação" ou "uso abusivo" e não autorizado do seu louvável trabalho, por parte do CGA, mas fizemo-lo na esperança de estarmos a servir, com humildade, a causa de todos, e de que seríamos, consequentemente, perdoados pelo facto.
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Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Castro Marim:
Têm chegado ao conhecimento do Clube Gardingo de Autocaravanas (CGA) factos ocorridos no concelho a que V. Exa. preside, pouco abonatórios da imagem do autocaravanismo itinerante e do turismo nacional em geral.
Com efeito, alguns associados do CGA vêm reportando a existência de situações de autêntico “campismo”, praticado por alguns autocaravanistas na zona da área de serviço para autocaravanas de Castro Marim.
O assunto tem tido, inclusive, repercussão em alguns fóruns na net ligados ao autocaravanismo, como é o caso do fórum do Camping Car Portugal (CCP).
A maioria dos autocaravanistas portugueses cumpre, com civismo e consciência ambiental, as «regras de ouro» do autocaravanismo itinerante, editadas oportunamente pelo projecto CCP no âmbito de um esforço pedagógico destinado a prestigiar o autocaravanismo como forma de turismo e a elevar assim a imagem do país no seu todo.
Cumprindo essas «regras de ouro» os autocaravanistas respeitam simultaneamente a legislação em vigor, nomeadamente o Código da Estrada, o qual é suficientemente claro relativamente aos direitos e deveres de todos os condutores.
Infelizmente, como em tantas outras coisas da vida, há sempre quem se atenha a comportamentos que colidem com as boas intenções e as boas práticas. Essas situações condenáveis conduzem, mais tarde ou mais cedo, a reacções institucionais que, talvez por desconhecimento das particularidades desta forma de turismo, “castigam” por vezes justos e pecadores, o que é também, em si mesmo, lamentável.
Impondo-se a justa atitude na correcção da situação vigente, e apenas essa, apelamos a V. Exa. para que tome as medidas que considere adequadas a punir os faltosos e a defender em contrapartida aqueles que cumprem adequadamente com o respeito devido aos munícipes de Castro Marim, aos seus companheiros autocaravanistas, e à imagem do turismo nacional.
Para uma melhor análise e compreensão deste problema remetemos em anexo uma cópia com o somatório de alguns dos comentários efectuados sobre este assunto no aludido fórum do CCP até ao pretérito dia 5 de Janeiro.
Juntamos também um exemplar das referidas «regras de ouro do autocaravanismo», editadas e publicitadas pelo projecto CCP.
Anexamos também uma cópia de um ofício subscrito em Outubro/2006 pelo Chefe do Estado Maior da GNR, a propósito do estacionamento de autocaravanas na via pública.
Temos a esperança de que, consultados atentamente todos estes documentos, V. Exa. saberá actuar de forma equilibrada e justa, de modo a terminar com os atropelos actualmente existentes às boas práticas autocaravanistas.
Pode nessa circunstância V. Exa. contar com a colaboração e com o apreço do CGA e de todos os seus membros.
Com os melhores cumprimentos
José Joaquim Presa da Fonte,
Presidente da direcção