por ASantos » quinta jul 07, 2011 7:19 pm
Gostei do conteúdo da entrevista. Curta e directamente ao que interessa.
Agradeço aos Companheiros Vitor Andrade e Fernando Luís por mais este contributo ao autocaravanismo.
Atendendo ao ditado “a necessidade aguça o engenho” espero que as dificuldades que se avizinham “obriguem” algumas entidades/pessoas a sair do marasmo que até aqui se mantêm.
Existe também outro factor que aproveito para o partilhar:
Normalmente utilizamos o argumento de que o autocaravanismo pode ser um dinamizador da vertente económica nas zonas onde praticado. É um argumento com o qual comungo e que julgo não ser questionável.
No entanto, existe um aspecto que normalmente não é focado: A vertente humana no contacto com as populações que se encontram “isoladas”. Pela minha parte, que aprecio bastante a descoberta do interior do país, sempre que contacto com a população local, do que me apercebo é que as pessoas têm uma fortíssima necessidade de conversar, mais ainda que alguém as escute e lhes preste atenção. Este também pode ser um factor diferenciador do autocaravanismo já que as estadias, pela autonomia que a autocaravana permite, se realizam por mais que umas simples horas.
Obviamente que no modelo de sociedade actual este aspecto é de menor importância e dificilmente gera vontades na concretização de áreas de serviço. Pode ser menos importante para alguns autarcas mas que o é para as populações mais envelhecidas, disso não tenho dúvidas.
Pela minha parte garantidamente vou continuar a privilegiar a descoberta do interior.
Cps
ASantos