Boa tarde,
Pretendo expressar a minha opinião sobre Altura, corroborando inteiramente a opinião do companheiro "Haddock" e os demais.
Haddock Escreveu:Quem puder....evite Altura. É uma vergonha para o autocaravanismo responsável.
De Inverno, estrangeiros; de Verão nacionais. Toda a gente acampa desavergonhadamente perante a passividade das autoridades.
Estive em Altura no início de Julho/2013 com o "parque" completamente lotado de ACs nacionais e estrangeiras, estas em maior número.
Deslocava-me de dois em dois dias a Castro Mrim, 8.5Km - nada de especial - para reabastecer de água e efectuar os respectivos despejos. Na minha AC tenho uma capacidade de cerca de 200L em 2 depósitos de água potável e 2 cassetes Thetford C400 (cerca de 20L/cada, uma em serviço outra suplente) para a sanita, o que me permite uma autonomia de cerca de 2/3 dias.
Creio que o custo do serviço rondava os 2€, (Euro-Relais com despejos e água potável) com a compra das respectivas fichas num departamento da Câmara Municipal próximo da AS.
No período em que lá permaneci, cerca de 6 dias, com uma temperatura rondando os 32ºC, logo muitos banhos, nunca me apercebi que qualquer AC tivesse abandonado o seu local de estacionamento para proceder à necessária manutenção.
Nunca presenciei despejos sanitários efectuados nas dunas, mas não é preciso fazer cálculos muito elaborados para se chegar à conclusão de que as ACs não dispõem de autonomia para tanto tempo. Havendo vestígios de descargas de esgoto sanitário nas dunas próximas (certamente efectuados a horas mais “convenientes” para o efeito), chega-se de imediato à conclusão de que …………………!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Quanto às águas cinzentas, existiam recipientes para recolha das mesmas debaixo das ACs, sendo o seu destino diário aquele que facilmente se deduz…………..!!!!!!!!!!!!!!!
Relativamente à necessidade de abastecimento de água potável, já o cenário era muito diferente.
A partir das dez da noite era uma procissão de pessoas com garrafões de 5L na mão, com o respectivo funil para possibilitar o enchimento dos mesmos, nos 2 ou 3 lava-pés da praia.
Em termos práticos, relativamente a esta atitude, não lhe poderemos chamar outra coisa que não seja: roubo de água vergonhoso.
Por vezes, principalmente durante a noite, sentia-se um cheiro pestilento, que não era difícil de perceber a origem do mesmo.
Inicialmente tinha programado ficar por aquelas paragens cerca de 15 dias, mas perante o cenário encontrado, acabei por levantar ferro mais cedo.
Uma certa tarde, após a chegada de Castro Marim da manutenção, estranhei ver todos os toldos, cadeiras, mesas, etc. recolhidos. Fui logo informado que a GNR tinha estado no local e não iria permitir mais, tais procedimentos. Autocaravanas estacionadas, sim, mas . . . . . . sem nada no exterior, nem mesmo as janelas projectadas para fora.
Efectivamente, só faltavam os vasos de flores à volta das ACs, para o local se assemelhar aqueles campings (ilhas) completamente lotados de caravanas residentes .
Direi como os restantes companheiros, Altura naquelas condições . . . . nem pensar…..
A este tipo de procedimentos, poderão chamarem tudo o que entenderem, mas de autocaravanismo é que nem de perto nem de longe.
No entanto, e infelizmente, é a imagem que os não autocaravanistas têm da maoir parte das pessoas que se deslocam em ACs.
Muito haverá a fazer pelos verdadeiros autocaravanistas, tendo sempre um comportamento exemplar, para que dessa forma mudem esta opinião generalizada e assim ganhem a possibilidade de poderem
exigir que em certas situações as diversas autarquias não sejam tão restritivas com a prática do verdadeiro autocaravanismo.
É perfeitamente legítimo que as autoridades se queiram defender, proibindo, perante cenários tão deprimentes e indesejáveis para as suas terras, como este de Altura.
Apenas uma nota: o comportamento descrito, era rigorosamente o mesmo, quer se tratasse de estrangeiros ou nacionais, com a agravante de os estrangeiros serem em regra possuidores de ACs de valor acima da centena de milhares de euros, o que, se efectuassem a deslocação a Castro Marim para manutenção, os respectivos custos não tinham qualquer relevância face ao seu poder económico. Tenho viajado bastante por essa Europa fora e em parte alguma se observa uma situação destas.
Sou de opinião que, neste e em casos semelhantes (que infelizmente abundam por este país fora), as autoridades actuem . . . . . e com mão pesada.
Cumprimentos,
Fernando Neves